Presente em diversas frentes da economia,
Ramon Cunha, especialista em infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirma que o setor tem grande relevância para o mercado de trabalho, com mais de três milhões de pessoas empregadas com carteira assinada.
“É muito importante a gente ter em mente que o setor afeta não só essas contratações diretas, como também gera efeitos indiretos para essa cadeia e também efeitos de renda. Sob a ótica da geração de empregos, o setor de infraestrutura tem uma relevância muito grande dentro da cadeia produtiva”, afirma.
Os dados do Boletim de Infraestrutura, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), apontam que o segmento de obras de infraestrutura alcançou 873.516 oportunidades, o maior nível registrado em 2025. Dentro desse grupo, a subárea de construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais apresentou o maior estoque de empregos entre as atividades analisadas.
Salários
O relatório também mostra mudanças no comportamento dos salários ao longo do terceiro trimestre. Em julho, o salário médio de admissão foi de R$ 2.732,61, acima da média de desligamento, de R$ 2.666,42. Em agosto, houve inversão: a média das admissões caiu para R$ 2.649,63, enquanto a dos desligamentos subiu para R$ 2.755,78. Em setembro, o movimento se manteve, com salário médio de R$ 2.640,70 nas admissões e R$ 2.709,07 nos desligamentos.
Geração por região
A região Sudeste lidera o estoque de empregos na construção de rodovias e ferrovias. São Paulo registra 44.021 vínculos, seguido por Minas Gerais, com 38.373. Os menores estoques aparecem no Amapá (129) e no Acre (328), ambos na região Norte.
Ainda no Norte, o Pará aparece entre os estados com maior volume de empregos nesse segmento. No Centro-Oeste, destacam-se Mato Grosso e Goiás, com estoques relevantes de vínculos formais na área, considerando o porte populacional desses estados.