Simões diz que vê “com bons olhos” esforço de Pacheco e reafirma agenda de Zema em Brasília

Vice-governador fala em atrasos e parcelamentos de salários e afirma que proposta alternativa de Pacheco não afasta necessidade de RRF no prazo

Simões diz que vê “com bons olhos” esforço de Pacheco e reafirma agenda de Zema em Brasília

O vice-governador Mateus Simões (Novo) avalia de forma positiva o esforço de outras autoridades para tentar resolver o problema da dívida de R$ 160 bilhões que o estado tem com a União mas, segundo ele, a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) continua sendo necessária. “Apesar de não serem capazes de afastar a necessidade do RRF, no prazo, podem melhorar muito o cenário fiscal futuro do estado”, diz Simões.

O prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal é para que a Assembleia de Minas aprove a RRF até o dia 20 de dezembro. Caso contrário, o estado terá que retomar o pagamento das parcelas, que está suspenso por decisão liminar há cinco anos. O impacto orçamentário, segundo Simões, pode gerar atraso e parcelamento de salários.

“Sem o RRF teremos atrasos de pagamentos a partir de fevereiro e, muito provavelmente, atrasos e parcelamentos de salários de servidores ainda no primeiro semestre. Por outro lado, se o RRF for aprovado as contas continuarão em dia, mas o caixa ainda muito apertado. Por isso vemos com bons olhos esse esforço do Presidente Rodrigo Pacheco e a abertura do Presidente Lula, pois teríamos condição de abrir espaço, no ambiente do RRF, para as recomposições inflacionárias todos os anos aos servidores (e não apenas o mínimo de duas que já previmos), resgatando ainda parte da capacidade de investimento do estado em infraestrutura”, avaliou, deixando claro que o governo de Minas não pretende abrir mão do Regime de Recuperação Fiscal.

Simões também responsabilizou a gestão da Assembleia na última legislatura pelo atraso na votação do regime. “Na verdade o nosso pedido de renegociação da dívida com a União é do ano de 2019, quando iniciamos as discussões com a Secretaria do Tesouro Nacional e o envio do nosso projeto para adesão ao RRF se deu 3 anos atrás. Infelizmente, contudo, o projeto ficou parado na ALMG na gestão passada, por decisão do antigo presidente da casa, só iniciando tramitação na gestão atual”, concluiu.

Ainda segundo Simões, o governador de Minas Gerais deve vir à Brasília na próxima segunda-feira (20) para participar de um evento e ficará para discutir RRF.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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