Reforma Tributária, voto monocrático, offshores, veto Marco do Temporal; saiba o que entra e o que fica fora da pauta do Congresso nesta semana

A prioridade nos próximos dias será pauta econômica. Desoneração da folha de pagamento está incluída

Plenário do Senado

O ritmo volta a ficar acelerado no Congresso Nacional nesta semana. No senado, o relatório da Reforma Tributária deve ser lido nos próximos dias. A princípio a leitura seria na terça-feira (24), mas com mais de 530 emendas e um alerta da Advocacia Geral da União sobre o risco de judicializações, o relator pode precisar de mais tempo para concluir o texto. O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), disse que se Eduardo Braga (MDB) precisar de mais “três ou quatro dias” para fechar o relatório não haverá problema.

A votação deve ocorrer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no dia 07 de novembro, o relatório tem que ser lido até sete dias antes. Embora o relator trabalhe para apresentá-lo na próxima terça-feira, Braga considera a possibilidade de fazer a leitura no dia 1º. A expectativa do governo é que a Reforma Tributária seja votada, em definitivo, até o final deste ano. Como o texto deve receber alterações no Senado, a proposta voltará para a Câmara dos Deputados para ser rediscutida.

Voto monocrático

Na terça-feira (24), Pacheco vai colocar na pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o voto monocrático, decisão proferida por apenas um ministro e que tem poder de sustar atos dos presidentes da República, da Câmara e do Senado. Segundo Pacheco, será seguido o rito normal e votação deverá ocorrer após cinco sessões de debate. Pela apuração da coluna, a previsão é que a PEC seja aprovada. A questão é considerada “pacificada” até dentro do Supremo Tribunal Federal.

Desoneração da Folha

A desoneração da folha de pagamento também será votada na terça, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A votação é em caráter terminativo O texto vai a plenário somente se houver algum requerimento pedindo análise da maioria. A proposta abrange os 17 setores da economia que mais empregam e substitui a contribuição previdenciária patronal de 20%, por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.

O foco do Senado no momento é a pauta econômica, prioritária para o governo federal. As pautas polêmicas, como descriminalização de aborto e drogas, ficarão mais pra frente.

Veto do Marco Temporal

O veto parcial ao Marco Temporal não deve entrar na pauta da sessão conjunta da Câmara e do Senado e o debate vai ficar para depois. A Frente Parlamentar da Agropecuária, composta por 303 deputados federais e 50 senadores informou que vai derrubar os vetos do presidente. O grupo disse, em nota, que “não assistirá de braços cruzados a ineficiência do Estado Brasileiro em políticas públicas e normas que garantam a segurança jurídica e a paz no campo”.

Na Câmara, o destaque é para a votação do projeto que prevê a taxação das offshores (empresas em paraísos fiscais) e fundos exclusivos (que têm apenas um investidor e exigem investimento mínimo de R$ 10 milhões). Um dos pontos sensíveis da proposta é possibilidade de redução da taxação. Na proposta atual, a alíquota varia entre 15% e 22,5% e pode ser reduzida a 15%. Como houve um acordo de líderes para a construção de um texto viável, a expectativa do governo é que a proposta seja aprovada.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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