Hacker preso após fugir da cadeia com alvará falso passa por audiência de custódia em BH

Ricardo Lopes de Araújo, o ‘Dom’, é apontado como o líder de uma quadrilha especializada em fraudar alvarás de soltura em Minas Gerais

Hacker preso após fugir da cadeia com alvará falso passa por audiência de custódia em BH

O criminoso que fraudou um alvará de soltura para fugir do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte, passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (15) após ser recapturado.

Ricardo Lopes de Araujo, 32 anos, mais conhecido pelo vulgo “Dom”, foi localizado por agentes da Polícia Civil (PCMG) em um condomínio no bairro Maracanã, no Rio de Janeiro.

Um comparsa, identificado como Matheus Filipe Do Nascimento Silva, estava foragido desde a primeira prisão de Dom e também foi detido pelas autoridades, as quais o descreveram como “indivíduo de alta periculosidade” e integrante da organização criminosa liderada pelo hacker.

Após a sessão, o juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno decretou a manutenção da prisão preventiva dos investigados.

Ricardo Lopes de Araújo e Matheus Filipe Do Nascimento Silva são investigados pelos seguintes crimes supostamente praticados contra os Sistemas do Poder Judiciário e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) :

  • Organização criminosa;
  • Falsidade documental;
  • Estelionato eletrônico;
  • Lavagem de capitais.

A fuga de Dom

Ricardo Lopes de Araújo havia sido preso em 10 de dezembro durante a 1ª fase da operação “Veredicto Sombrio”.

O investigado fugiu da cadeia com o uso de um alvará falsificado. Ao menos três colegas de cela também foram beneficiados. As fugas ocorreram em 20 de dezembro. Um dos fugitivos, identificado como Júnio Cezar Souza Silva, foi recapturado dois dias depois da fuga.

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Quadrilha especializada em hackear a Justiça

Dom é apontado como o líder de uma quadrilha que pratica fraudes como o bloqueio e desbloqueio de veículos e valores apreendidos pelo Estado, além da inclusão ou retirada de mandados de prisão e alvarás de soltura no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo Leandro Matos Macedo, o hacker fugiu do Ceresp Gameleira com o uso do mesmo subterfúgio que motivou a sua prisão: fraudou um alvará de soltura após utilizar dados de um magistrado.

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Jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia, escreve para Cidades, Brasil e Mundo. Apaixonado por boas histórias e música brasileira.

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