O vídeo no qual a
Nas gravações, é possível ver Daiane relatando que passou pela recepção do prédio e decidiu ir até o subsolo para verificar se o disjuntor do apartamento havia sido desligado. Em seguida, ela entra no elevador e, ao chegar ao local, diz: “Ah, olha quem eu encontro”. No vídeo aparece o síndico,
“Acabei de perder minha energia no 402. Vamos lá ver se essa brincadeira está continuando”, afirma Daiane, enquanto caminha pelo subsolo, onde ficam os medidores de energia dos apartamentos.
Vídeo revela últimos momentos de corretora antes de ser morta em Caldas Novas
— Itatiaia (@itatiaia) February 19, 2026
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Ela continua filmando os padrões e diz: “409, 404, 406, tudo está aqui, mas o síndico está aqui embaixo, disso eu sei. Acho que o 402 fica aqui. Vamos ver se tem alguém brincando de desligar as coisas”. Essas foram as últimas palavras de Daiane registradas. Em seguida, a mulher é atacada pelo síndico, que a agride, e o celular cai no chão.
Segundo a polícia, após Daiane ser atacada, pouco sangue foi encontrado no subsolo do prédio.
Corretora foi morta com dois tiros na cabeça
Ainda segundo a Polícia Civil de Goiás, Daiane foi morta com dois tiros na cabeça. Conforme o delegado André Luiz Barbosa, o laudo pericial diverge da versão apresentada pelo síndico, que afirmou que o disparo teria sido acidental.
A investigação também concluiu que Daiane não foi morta no subsolo do prédio. Perícias foram realizadas no local para verificar se o som dos disparos seria audível na portaria ou em prédios vizinhos.
Corpo de mineira estava em mata de Caldas Novas, cidade de Goiás onde ela morava
“O disparo efetuado no subsolo seria plenamente ouvido na recepção. Portanto, descartamos a possibilidade de o tiro ter ocorrido no subsolo”, afirmou o delegado. Os porteiros que trabalham no prédio também foram ouvidos e negaram ter escutado qualquer disparo.
Entenda o caso
A corretora mineira Daiane Alves de Souza em Caldas Novas foi morta
O corpo de Daiane Alves de Souza foi encontrado em uma área de mata após o síndico do prédio onde a vítima morava confessar autoria do crime
A
Imagens mostram Daiane indo até a portaria e, minutos depois, retornando ao elevador. Em seguida, ela desce ao subsolo e desaparece das gravações. A mãe afirmou que a filha não foi vista saindo do prédio nem retornando e destacou que o carro da corretora estava em Uberlândia, cidade natal da vítima.
Brigas entre o síndico e a corretora Daiane
O síndico e a vítima tinham um longo histórico de brigas relacionadas a administração de alguns apartamentos no prédio. Apesar disso, Cléber contou aos investigadores que a morte da corretora mineira não foi premeditada.
Segundo a família da vítima, e conforme informações divulgadas pela Itatiaia em 24 de janeiro,
Ainda segundo o MP, a perseguição começou em janeiro de 2024, após Daiane — que administrava apartamentos da mãe no condomínio — realizar uma locação acima do número permitido de hóspedes. A partir daí, o síndico teria passado a dificultar manutenções, monitorar a movimentação da corretora e sabotar serviços essenciais, como água, internet, gás e energia elétrica.
A denúncia aponta ainda que Cleber agrediu Daiane com uma cotovelada durante uma discussão em fevereiro de 2025.