MP denuncia síndico de prédio onde mineira desapareceu em Caldas Novas por perseguição

Segundo a denúncia, o homem perseguiu Daiane Alves Souza de forma reiterada, com ameaças à integridade física e psicológica dela

Antes de desaparecer, mineira registra últimos momentos em elevador em Caldas Novas; veja vídeo

O Ministério Público de Goiás denunciou Cleber Rosa de Oliveira, de 50 anos, síndico do prédio onde Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro do ano passado, morava em Caldas Novas, por perseguição contra a mineira. A informação foi confirmada pela família.

Segundo a denúncia, Cleber perseguiu Daiane de forma reiterada, com ameaças à integridade física e psicológica dela, restringindo a capacidade dela de se locomover e perturbando a liberdade ou privacidade dela.

A mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, tem alguns apartamentos no condomínio, e a mineira era responsável por administrá-los. De acordo com o MP, desde janeiro de 2024, quando Daiane fez uma locação que ultrapassava o número permitido de hóspedes por unidade, o síndico perseguia a vítima.

Cleber dificultava possíveis manutenções que Daiane faria em apartamentos da mãe, monitorava a movimentação dela pelo condomínio, sabotava serviços de água, internet, gás e eletricidade dos apartamentos e discutia frequentemente com a vítima. Ele chegou a agredir Daiane com uma cotovelada durante uma discussão em fevereiro de 2025.

O MP impôs uma indenização de dois salários mínimos a Cleber por danos morais.

A Itatiaia não conseguiu localizar a defesa de Cleber Rosa de Oliveira. O espaço segue aberto para um possível posicionamento.

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Vítima desaparecida

Daiane está desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano passado, após descer ao subsolo do prédio onde ela morava e alugava apartamentos da mãe.

A mineira registrou em vídeos enviados para uma amiga os últimos momentos antes de desaparecer. O apartamento dela estava sem energia elétrica e, então, Daiane foi até o subsolo para tentar resolver o problema. Ela, porém, nunca mais apareceu.

Um ponto que intriga a família é o fato de que o prédio possui 165 apartamentos, é amplamente monitorado por câmeras, mas não há registros da portaria, da movimentação de veículos ou da saída de Daiane do prédio naquele dia.

Para auxiliar nas investigações, a Polícia Civil recolheu objetos pessoais de Daiane, como um notebook e uma escova de cabelo, que foram encaminhados para análise pericial.

O caso segue sendo investigado.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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