A mãe da
Segundo Nilse Alves Pontes, de 61 anos, o gravador das câmeras de segurança do edifício também foi apreendido para análise pericial.
“Está tudo muito confuso e, para a gente, a polícia não conseguiu mostrar imagens que comprovem a Daiane saindo do prédio. Não mostra porque, segundo eles, não há filmagens. Isso está acabando com a gente, e a gente não consegue entender. Onde ela teria passado há câmeras, mas não existem imagens. Na entrada do prédio, no saguão — por onde todo mundo entra e sai — há câmeras, mas não há gravações. Também não existem imagens da movimentação de veículos”, lamentou.
Ainda de acordo com Nilse, Daiane enfrentava conflitos com moradores do prédio onde vivia. Antes do desaparecimento, uma assembleia do condomínio chegou a aprovar a expulsão da corretora, decisão que acabou sendo suspensa pela Justiça. Em agosto de 2025, uma Assembleia Geral Extraordinária decidiu, por maioria, pela exclusão de Daiane do condomínio.
“Tem muita coisa, muitos episódios no prédio, inclusive uma perseguição do síndico contra ela. Não estou dizendo que ele seja culpado pelo desaparecimento, mas a mídia começou a passar a imagem de que ela era uma pessoa difícil, que ninguém gostava dela. Isso foi plantado. Tudo o que estou falando eu consigo provar na Justiça”, afirmou.
Antes de desaparecer,
Mineira desaparece sem deixar rastros após descer ao subsolo de prédio em Goiás; veja último registro
— Itatiaia (@itatiaia) January 15, 2026
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O caso veio à tona após familiares mineiros relatarem o desaparecimento e procurarem ajuda. Em entrevista à Itatiaia, a mãe da corretora de imóveis, também contou que a família decidiu se mudar para Caldas Novas após comprar seis apartamentos em um prédio que ainda estava em fase final de construção.
Outro ponto que intriga a família é o fato de o prédio possuir 165 apartamentos, ser amplamente monitorado por câmeras e, mesmo assim, não haver registros da portaria, da movimentação de veículos ou da saída de Daiane na data do desaparecimento. Segundo a mãe, essa informação foi confirmada pela própria polícia.
O que diz a Polícia Civil
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil de Goiás informou que instaurou uma força-tarefa, coordenada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), para apurar o desaparecimento de Daiane Alves Sousa, em Caldas Novas. Segundo a corporação, “as investigações estão em andamento, com diligências, oitivas e análises técnicas”.
Novas informações serão divulgadas ao fim dos trabalhos, para não comprometer o sigilo da apuração. Denúncias podem ser feitas, de forma anônima, pelo telefone 197.