Polícia recolhe notebook e escova de cabelo de corretora mineira desaparecida em Caldas Novas

Objetos pessoais e gravador de câmeras foram recolhidos para perícia; Daiane sumiu há 36 dias em Caldas Novas após descer ao subsolo do prédio onde mora

Antes de desaparecer, mineira registra últimos momentos em elevador em Caldas Novas; veja vídeo

A mãe da mineira Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida há 36 dias após descer ao subsolo do prédio onde mora, em Caldas Novas, no sul de Goiás, e não retornar, afirmou à Itatiaia que objetos pessoais da filha foram recolhidos e encaminhados para perícia da Polícia Civil. Entre os itens apreendidos estão um notebook e uma escova de cabelo.

Segundo Nilse Alves Pontes, de 61 anos, o gravador das câmeras de segurança do edifício também foi apreendido para análise pericial.

“Está tudo muito confuso e, para a gente, a polícia não conseguiu mostrar imagens que comprovem a Daiane saindo do prédio. Não mostra porque, segundo eles, não há filmagens. Isso está acabando com a gente, e a gente não consegue entender. Onde ela teria passado há câmeras, mas não existem imagens. Na entrada do prédio, no saguão — por onde todo mundo entra e sai — há câmeras, mas não há gravações. Também não existem imagens da movimentação de veículos”, lamentou.

Ainda de acordo com Nilse, Daiane enfrentava conflitos com moradores do prédio onde vivia. Antes do desaparecimento, uma assembleia do condomínio chegou a aprovar a expulsão da corretora, decisão que acabou sendo suspensa pela Justiça. Em agosto de 2025, uma Assembleia Geral Extraordinária decidiu, por maioria, pela exclusão de Daiane do condomínio.

“Tem muita coisa, muitos episódios no prédio, inclusive uma perseguição do síndico contra ela. Não estou dizendo que ele seja culpado pelo desaparecimento, mas a mídia começou a passar a imagem de que ela era uma pessoa difícil, que ninguém gostava dela. Isso foi plantado. Tudo o que estou falando eu consigo provar na Justiça”, afirmou.

Antes de desaparecer, Daiane registrou em vídeo seus últimos momentos. Segundo a mãe, no dia do sumiço, ela decidiu ir ao subsolo para tentar religar a energia elétrica do apartamento. Nas imagens, Daiane informa a data, mostra o corredor do prédio, o disjuntor e afirma que, apesar de tudo estar ligado, o apartamento estava sem energia. Em seguida, ela chama o elevador e mostra que o restante do prédio estava com fornecimento normal.

O caso veio à tona após familiares mineiros relatarem o desaparecimento e procurarem ajuda. Em entrevista à Itatiaia, a mãe da corretora de imóveis, também contou que a família decidiu se mudar para Caldas Novas após comprar seis apartamentos em um prédio que ainda estava em fase final de construção.

Outro ponto que intriga a família é o fato de o prédio possuir 165 apartamentos, ser amplamente monitorado por câmeras e, mesmo assim, não haver registros da portaria, da movimentação de veículos ou da saída de Daiane na data do desaparecimento. Segundo a mãe, essa informação foi confirmada pela própria polícia.

O que diz a Polícia Civil

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil de Goiás informou que instaurou uma força-tarefa, coordenada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), para apurar o desaparecimento de Daiane Alves Sousa, em Caldas Novas. Segundo a corporação, “as investigações estão em andamento, com diligências, oitivas e análises técnicas”.

Novas informações serão divulgadas ao fim dos trabalhos, para não comprometer o sigilo da apuração. Denúncias podem ser feitas, de forma anônima, pelo telefone 197.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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