A servidora da Polícia Civil
A decisão define que a ré deve permanecer dentro do perímetro urbano da Capital mineira, não podendo se ausentar por mais de oito dias. Ela também terá que entregar o passaporte, já que foi proibida de deixar o país.
De acordo com a Justiça, o monitoramento eletrônico foi definido após o MPMG sustentar que Vanessa adquiriu, em 24 de outubro de 2025, uma passagem aérea internacional com destino a Miami, nos Estados Unidos, com partida prevista para 20 de março de 2026, quatro dias antes da Audiência de Instrução do processo.
O órgão argumentou que a passagem indica intenção nítida de fuga, o que representa risco à instrução processual e à aplicação da lei penal. Para o juiz Bruno Sena Carmona, mesmo que a Justiça tenha comprovado o cancelamento da reserva aérea, a situação não podia ser ignorada.
“O cancelamento, por si só, não elide por completo a preocupação deste juízo, pois demonstra que a possibilidade de se ausentar do País era um plano concreto, ainda que antes da deflagração da ação penal”, afirmou o magistrado.
“A gravidade da imputação e o elevado potencial lesivo da conduta, somados a este novo elemento, recomendam o reforço da fiscalização estatal para assegurar o bom andamento do processo e a eventual aplicação da lei penal”, continuou.
O juiz defendeu, ainda, que a proibição de se ausentar do País, com a retenção do passaporte, e a monitoração eletrônica são medidas “adequadas” e “suficientes”, isso, pois, mitigam o risco de fuga e garantem que a acusada permaneça à disposição da Justiça, mas não suprimem a liberdade de locomoção da servidora no território nacional de forma desproporcional.
A Itatiaia entrou em contato com a defesa da servidora pública, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. O conteúdo será atualizado quando o posicionamento chegar.
Desvio de armas e dinheiro
Vanessa de Lima Figueiredo foi denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão alegou que a servidora se apropriou de dinheiro, armas de fogo e outros objetos que estavam na
De acordo com a investigação, a acusada e outra servidora eram as únicas que possuíam a chave da sala, destinada à guarda de armas de fogo, valores em dinheiro e outros objetos apreendidos em procedimentos policiais.
Além disso, conforme o Ministério Público, o controle de recebimento e guarda dos materiais era realizado mediante recibo eletrônico. Em muitos casos, a denunciada era a responsável pelo recebimento dos objetos, sem registro de repasse a outros servidores.
Em 29 de outubro de 2025, um inventário foi instaurado com objetivo de conferir os objetos sob a custódia da delegacia. Na ocasião, foi constatado o extravio de cerca de 200 armas de fogo, diversos valores em dinheiro e outros materiais, sendo que alguns invólucros foram encontrados abertos e vazios.
Vanessa foi presa em 19 de novembro de 2025, mas está em liberdade provisória desde 13 de fevereiro de 2026.