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Big Mac mais caro? taxação à carne brasileira coloca produção dos EUA em risco

Estados Unidos são o segundo maior destino da produção do Brasil, que teve alta de 102% no primeiro semestre, segundo a ABIEC

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hambúrguer
Setor de carne no Brasil é um dos mais preocupados com a tarifa de 50% • Pixabay/ Banco de imagem

O setor de carne no Brasil é um dos mais preocupados com a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Roberto Perosa, a carne brasileira já é taxada em 36% e, com o acréscimo de 50% fica inviável exporta para o país norte-americano.

No primeiro semestre de 2025, os Estados Unidos se consolidaram como o segundo principal destino das exportações de carne, com 181,5 mil toneladas e US$ 1,04 bilhão, alta de 102%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Perosa afirma que o Brasil complementa a produção norte-americana e a taxação pode afetar o mercado interno dos EUA.

“O produtor americano está no seu menor ciclo pecuário nos últimos 80 anos e o Brasil exporta praticamente o que é utilizado na indústria americana para fazer hambúrguer, ou seja, recortes do dianteiro do boi, carnes não tão consumidas no Brasil, mas que têm importância econômica para os Estados Unidos”, afirma Perosa sobre mais um ponto de relevância a ser tratado na negociação com os EUA.

O presidente da ABIEC informou durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (15), após reunião com o vice-presidente Alckmin, que frigoríficos brasileiros estão paralisando a produção destinada aos EUA.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.