Metanol: professora da UFMG explica como substância tóxica afeta o organismo
Brasil está sob alerta para o aumento no número de casos de intoxicação por consumo de bebidas adulteradas

O aumento exponencial no número de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem provocado preocupação e amplo debate no país quanto aos danos causados pela substância ao organismo.
O cenário levanta uma questão central: por que o consumo de metanol é tão danoso? Saiba que no organismo a substância que já é tóxica fica ainda pior.
É o que explica a médica e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Luciana Reis da Silveira.
“Quando essa substância entra no organismo, as células que estão no fígado, quando estão funcionando 'direitinho', vão transformar o metanol em outras substâncias”, disse.
“Mesmo que a pessoa, em um primeiro momento, não tenha sintoma nenhum, mas tenha suspeita de ter ingerido metanol, é importante que ela seja avaliada, fique em observação e a equipe de saúde cuide para que ela não evolua com quadro mais grave”.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recomenda à população não ingerir bebida de procedência duvidosa.
Em caso de sintomas como náusea, vômito, dor abdominal, alteração visual ou sonolência, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.


