O apresentador Edu Guedes, de 51 nos, revelou em sua primeira aparição nesta quarta-feira (9) que, durante a cirurgia que passou no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, precisou
Mas afinal, o que é a cauda do pâncreas e qual a relação do órgão com o baço e com outros gânglios retirados?
Segundo a cirurgiã-geral e oncológica Fernanda Cardoso Parreiras, professora na Faseh, o pâncreas está localizado no retroperitônio, parte superior do abdômen e posterior a alguns órgãos daquela região. Ele segue da direita para a esquerda e, a sua parte direita - nomeada cabeça do pâncreas - se relaciona bastante com o fígado e com o duodeno.
Em seguida, há o colo, o corpo e, por fim, a cauda do pâncreas, que, no caso, foi a parte retirada de Edu. De acordo com a especialista, o baço está ligado à cauda do pâncreas devido aos vasos sanguíneos, principalmente os de irrigação.
Um desses vasos é a artéria esplênica que, para chegar ao baço, precisa passar pelo pâncreas e irriga os órgãos daquela região. Conforme explicou a médica, tumores que crescem na cauda do pâncreas se relacionam com vasos daquela região e, quando for realizada a
Ainda nessa região, há uma quantidade significativa de linfonodos, que também são retirados na cirurgia, como no caso de
A retirada desses órgãos causa alguma alteração?
Uma curiosidade gerada após a informação que os órgãos haviam sido retirados era sobre as possíveis consequências da falta desses órgãos.
Segundo Fernanda, toda ressecção no corpo causa consequências e é necessário orientar o paciente. No caso da cauda do pâncreas, pode haver mudanças nas funções pancreáticas, responsáveis pelo metabolismo de nutrientes e também no ponto de vista endócrino.
Quanto ao baço, a principal orientação, segundo a médica, é vacinar o paciente antes mesmo do procedimento, a fim de proteger contra alguns agentes. Isso porque a retirada do baço pode causar um risco aumentado de infecções por alguns agentes.
Tumor de 2 centímetros
Edu revelou que o câncer identificado tinha cerca de dois centímetros. Ainda de acordo com Fernanda, tumores no pâncreas que têm mais de um centímetro apresentam risco maior, mas somente o tamanho não garante que ele seja grave ou não.
“A gente avalia a gravidade de alguma neoplasia não apenas pelo tamanho do tumor, ela é uma das variáveis. A gente avalia também pela infiltração de órgãos adjacentes, infiltração nos gânglios, metástases distantes, ou seja, a presença de tumores em lugais distantes do tumor inicial e nem sempre essa relação está ligada ao tamanho do tumor”, explicou a médica.
Alta da UTI
Em um vídeo nas redes sociais, além de explicar
Segundo a assessoria, ele segue se recuperando “de forma extraordinária”.