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O que é pancreatectomia robótica? Entenda o procedimento pelo qual Edu Guedes passou

Apresentador precisou passar pelo procedimento cirúrgico no sábado (5), no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo

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Edu Guedes na estreia do "Fica com a gente" • Redes Sociais | Reprodução

O apresentador Edu Guedes, de 51 anos, passou neste fim de semana por uma pancreatectomia robótica no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, uma cirurgia para a retirada de um câncer no pâncreas.

O procedimento pelo qual o marido de Ana Hickmann passou é realizado com o auxílio de um robô, permitindo movimentos precisos do cirurgião, conforme explicou a cirurgiã-geral e oncológica Fernanda Cardoso Parreiras, professora na Faseh.

Segundo a especialista, a cirurgia pode ser feita para retirar uma parte ou todo o pâncreas. "A grande vantagem dessa técnica é que ela é minimamente invasiva: as incisões são pequenas, o que pode levar a menos dor no pós-operatório, menor perda de sangue e recuperação mais rápida. Durante a cirurgia, o cirurgião controla o robô em um console, visualizando imagens em alta definição e realizando movimentos delicados", explicou.

A cirurgia, de acordo com a médica, é o principal tratamento contra o tumor, quando ele está restrito ao pâncreas e quando é possível operar. "Em alguns casos, pode ser necessário fazer quimioterapia antes ou depois da cirurgia para aumentar as chances de sucesso. A radioterapia também pode ser usada em casos específicos", disse. No caso de quem não pode ser operado, o tratamento se concentra em 'controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente'.

O pâncreas pode ser totalmente retirado devido ao câncer, em um procedimento chamado de pancreatectomia total. Porém, a cirurgia tem grandes implicações dada a importância do pâncreas. Após a retirada, o paciente precisa usar insulina e enzimas digestivas para o resto da vida.

Câncer agressivo e silencioso

O câncer de pâncreas, segundo a especialista, costuma ser agressivo porque não apresenta sintomas no início. Quando eles aparecem, geralmente o câncer está em fase avançada ou se espalhando, dificultando o tratamento e diminuindo as chances de cura.

A localização do pâncreas no nosso corpo também pode dificultar a detecção precoce.

"Infelizmente, o câncer de pâncreas tem uma taxa de sobrevivência global baixa. Em média, apenas cerca de 10% das pessoas diagnosticadas conseguem viver cinco anos ou mais após o diagnóstico. Esses números variam dependendo do estágio em que o tumor é descoberto e das condições gerais de saúde do paciente", explicou a médica.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados),
  • Dor na parte superior do abdômen que pode irradiar para as costas,
  • Perda de peso sem causa aparente,
  • Perda de apetite,
  • Fezes claras e urina escura.

"Quando esses sinais aparecem, é importante procurar um médico. Para diagnosticar, usamos exames de imagem como tomografia, ressonância magnética, ultrassom endoscópico, além de exames de sangue", disse a cirurgiã.

Hábitos saudáveis e avanços

Não se sabe a causa exata do câncer de pâncreas, mas há alguns fatores de risco, como o tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, pancreatite crônica e diabetes, além dos fatores genéticos e síndromes familiares.

Manter hábitos saudáveis, como não fumar, evitar bebidas alcoólicas em excesso, manter um peso adequado e controlar o diabetes, podem ajudar a reduzir o risco desse câncer.

O avanço na cirurgia, com técnicas minimamente invasivas, e tratamentos complementares têm trazido mais esperança e qualidade de vida para os pacientes, de acordo com a especialista.

Estado de saúde de Edu Guedes

Em nota, a assessoria do apresentador afirmou que ele 'passou bem a noite, segue em recuperação, estável e evoluindo de forma positiva'. "Cada dia é uma vitória", dizia o comunicado.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.