Apesar da crescente popularidade dos
Segundo os pesquisadores, parte da confusão em torno dos benefícios do colágeno está ligada à forma como o
Conforme o especialista, isso ocorre porque, ao ser consumido, o colágeno passa pelo processo de digestão no trato gastrointestinal e é quebrado em aminoácidos e pequenos peptídeos. Esses componentes são então distribuídos pelo corpo de acordo com as necessidades metabólicas do organismo. “Ou seja, esses componentes não são direcionados exclusivamente para a pele”, acrescenta.
Alguns estudos apontam que certos peptídeos derivados do colágeno podem estimular indiretamente os fibroblastos — células responsáveis pela produção de colágeno na derme. Esse mecanismo pode explicar pequenas melhorias em parâmetros como hidratação e elasticidade cutânea, embora alguns especialistas ressaltem que o efeito costuma ser limitado e insuficiente para impedir o surgimento de rugas.
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Os cientistas também destacam que o envelhecimento da pele é um processo complexo. Segundo Martins, fatores como predisposição genética, exposição acumulada à radiação ultravioleta, tabagismo, poluição, alterações hormonais e a perda natural de colágeno ao longo dos anos influenciam diretamente na formação de rugas e na qualidade da pele.
Diante disso, o biomédico destaca que nenhum suplemento isolado é capaz de neutralizar todos esses fatores. “Na prática clínica, a prevenção do envelhecimento cutâneo depende principalmente de medidas com eficácia comprovada”, reforça.
Entre elas estão o uso regular de protetor solar, a adoção de hábitos de vida saudáveis e, quando indicado, tratamentos dermatológicos que estimulam a produção de colágeno na pele, como retinoides tópicos, bioestimuladores e outras tecnologias utilizadas em consultório.