SUS vai oferecer reconstrução dentária gratuita para mulheres vítimas de violência

Atendimento conta com tratamento odontológico integral e gratuito

Medida foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Saúde

Mulheres vítimas de violência terão acesso a reconstrução dentária gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Serão oferecidos próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos, além de tratamento odontológico integral.

De acordo com o Ministério da Saúde, o programa contará com o reforço de 500 impressoras 3D e scanners, que funcionarão em unidades odontológicas móveis distribuídas em todo o país. Em 2025, foram distribuídos 400 novos veículos e a previsão é que, até o fim deste ano, outras 800 unidades entrem em circulação.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele aproveitou a ocasião para fazer um chamado aos homens.

“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, a gente não vai ganhar essa batalha. As mulheres já lutam por isso há muitos anos, há décadas. Está na hora dos homens entrarem com mais força nessa luta. E a gente, que é da área da saúde, mais ainda”, destacou.

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SUS terá teleatendimento para vítimas de violência

Padilha também anunciou o serviço de teleatendimento psicológico para mulheres vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade. Inicialmente, o serviço será ofertado em Recife e no Rio de Janeiro. No restante do país, a iniciativa chega em junho.

A previsão da pasta é de 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos ao ano. As mulheres interessadas poderão ser orientadas e encaminhadas por unidades da atenção primária à saúde, unidades básicas de saúde (UBS) e serviços da rede de proteção.

O Ministério da Saúde ainda anunciou a chegada de um novo mini app no aplicativo Meu SUS Digital no fim deste mês. Também será possível acessar o serviço por meio da ferramenta.

Na plataforma, a mulher fará um cadastro para avaliação inicial da situação de violência e, a partir dessas informações, o aplicativo enviará uma mensagem com o dia e o horário do teleatendimento. A primeira consulta servirá para identificar riscos, rede de apoio e demandas, com articulação junto a serviços de referência.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalha que a equipe de atendimento é composta de “psiquiatra, psicólogo, assistente social e, em algumas situações, terapeuta ocupacional para mulheres – não só aquelas que já foram vítimas de violência, mas àquelas que estão sinalizando ou que estão em extrema vulnerabilidade”.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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