O desaparecimento de
Segundo profissionais da área da saúde, não é possível estabelecer um tempo exato de sobrevivência sem água ou comida, já que diversos fatores influenciam o organismo, como idade, estado de saúde, clima, nível de estresse e acesso mínimo a líquidos.
Água e comida
A água é considerada o fator mais crítico. De acordo com a nutricionista clínica e esportiva Raphaella Cordeiro, um adulto consegue sobreviver, em média, entre três e cinco dias sem água, período que pode ser reduzido em ambientes quentes ou em situações de esforço físico. A ausência de hidratação pode levar à falência dos rins, do cérebro e do sistema circulatório.
No caso das crianças, o risco é ainda mais imediato. A nutricionista pediátrica Alice Carvalhais, especialista em nutrição materno-infantil, explica que a desidratação pode se tornar grave em 24 a 48 horas, já que crianças pequenas possuem menor reserva fisiológica e maior sensibilidade às variações do ambiente.
Os primeiros sinais de desidratação incluem sede intensa, boca seca, fraqueza, tontura e redução do volume de urina, que tende a ficar mais escura. Em quadros mais avançados, podem ocorrer confusão mental, delírios, perda de consciência, coma e morte.
Em relação à falta de comida, Raphaella Cordeiro afirma que um adulto pode sobreviver entre 40 e 60 dias sem ingestão de alimentos, dependendo de fatores como idade, condição física, reservas corporais e clima. Já entre crianças, esse tempo tende a ser menor e mais imprevisível.
Segundo Alice Carvalhais, a sobrevivência infantil depende de múltiplas variáveis, como acesso a fontes improvisadas de alimento, risco de ingestão de substâncias impróprias e nível de estresse.
As especialistas também destacam que o clima interfere diretamente na sobrevivência. A chuva pode auxiliar na hidratação, mas temperaturas mais baixas durante a noite aumentam o risco de hipotermia, sobretudo em corpos debilitados e desidratados.
Qualquer acesso mínimo à água, como chuva ou umidade de folhas de plantas, pode contribuir para a sobrevivência. Além disso, permanecer em repouso e reduzir movimentos ajuda a preservar energia e retardar o agravamento do quadro.
Sobre o caso Bacabal-MA:
As buscas pelos irmãos
Eles desapareceram no dia 4 de janeiro, após brincarem na varanda da casa da avó. A última pista foi registrada na quinta-feira (15), quando cães farejadores indicaram que
Um primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, encontrado no dia 7 de janeiro, relatou à polícia que entrou na mata com os primos após tentar chegar a um pé de maracujá. Segundo o depoimento, nenhuma pessoa adulta os acompanhava, e as crianças teriam ficado dias sem comer.
As buscas continuam na zona rural de Bacabal, no povoado São Raimundo.