Bebidas falsas causam mais medo que remédios adulterados no Brasil, diz pesquisa

Levantamento indica que o surto de metanol que causou terror no fim de 2025 é um dos fatores do temor

Bebidas alcoólicas falsificadas são motivo de temor para população

Bebidas alcoólicas adulteradas podem causar maior medo que remédios falsificados na população brasileira, conforme aponta levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas. Dentre os entrevistados, 47,1% afirmam que o maior receio é consumir álcool contaminado, 39% disseram sobre medicamentos falsos e, em terceiro lugar, 20,5% citaram combustíveis de má procedência.

Em relação à frequência com que surge a preocupação acerca da procedência das bebidas alcoólicas que compram, 26,7% responderam “sempre”, 23,2% “nunca” e 23% afirmaram que não compram esse tipo de produto.

Os que “raramente” tomam algum tipo de cuidado são 15,2% e “às vezes” representam 11,2%. Não respondeu 0,4% dos ouvidos pelo instituto.

Uma das principais motivações para o grande temor associado ao consumo de bebidas adulteradas é o surto de metanol que atingiu o país no fim de 2025, com maior foco de casos em São Paulo, que surgiu em decorrência da falsificação do material.

O instituto também questionou “quem foi o maior culpado pela contaminação das bebidas com metanol”. Entre as opções disponibilizadas aos respondentes, estavam os donos dos estabelecimentos que comercializaram as bebidas, o governo, a falta de fiscalização ou a população que não verifica a procedência dos produtos que consome.

Para 44,8%, o poder público é o principal responsável, sem especificar se o governo é municipal, estadual ou federal. Na sequência, 26% dizem acreditar que os comerciantes são culpados.

A pesquisa foi realizada em 162 cidades dos 26 estados do país e no Distrito Federal entre os dias 2 e 8 de fevereiro. A confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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