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Como funciona eletrocardiograma feito em casa?

Um aparelho portátil oferece, além da medição da pressão arterial, um eletrocardiograma simplificado

Imagem ilustrativa

Você certamente já ouviu falar no eletrocardiograma (ECG), um exame que avalia as condições de saúde do coração e pode revelar vários problemas cardíacos. Um aparelho portátil lançado no Congresso Brasileiro de Cardiologia, que deve chegar às farmácias nos próximos dias, oferece, além da medição da pressão arterial, um eletrocardiograma simplificado, de acordo com o médico cardiologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas Minas Gerais, Alan Max.

“Esse aparelho faz uma derivação do eletro, então ele não faz aquele eletro completo de doze derivações, igual a gente faz no consultório. Ele faz um eletro para analisar a questão de arritmia. Ele não vai constatar sinal de infarto, nada disso, vai ser mais para arritmia. A grande vantagem é que no próprio aparelho, na hora que terminar de fazer o eletro, ele vai sinalizar tipo normal, ou seja, não tem arritmia. Se ele sinalizar sugestivo de arritmia, aí sim o paciente deve procurar um médico. Se ele der o normal, é porque não tem sinal de arritmia. O eletro pode ser útil porque vai ajudar no aumento de diagnósticos de arritmia, o que vai ajudar no tratamento. A gente já tem essa medição disponível nos relógios, por exemplo. É importante reforçar que não é um eletro que constata infarto, ou outra doenças’, explica

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O que é a arritmia?

“O A, em medicina, quer dizer não, ritmia, ritmo. A arritmia é quando o coração batendo fora do ritmo normal. A arritmia mais comum que a gente pode diagnosticar através desse aparelho é a fibrilação atrial. E a fibrilação atrial, ela aumenta muito o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Então, essa é que é a vantagem principal de estar fazendo o eletro mais vezes. Se o aparelho diagnostica essa fibrilação atrial, que muitas das vezes aparece ou não, ela aumenta o risco de o paciente ter um AVC, doença grave que é a segunda principal causa de morte no mundo. Só do paciente ter fibrilação atrial, ele aumenta em cinco vezes a chance de ter um AVC, em relação ao paciente que não tem”, detalha

Segundo o cardiologista, para fazer o exame o paciente coloca dois dedos no aparelho, e o eletro começa a ser feito. O aparelho também mede a pressão arterial. A importância do aparelho é diagnosticar essa fibrilação atrial para prevenir um AVC. “Se o paciente tem fibrilação atrial, ele tem que passar no médico. O médico vai prescrever para ele, na maioria das vezes, um remédio que se chama anticoagulante. Que vai deixar o sangue mais ralo, prevenindo o AVC”, conclui Alan Max, médico cardiologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas Minas Gerais.


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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.