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Entenda o que é AVC Isquêmico, quadro de saúde de Milionário, dupla de José Rico

O cantor foi internado em um hospital de São José do Rio Preto na última segunda-feira (20)

O cantor sertanejo Milionário, dupla de Zé Rico, deu entrada na Emergência do Hospital Beneficência Portuguesa, de São José do Rio Preto, em São Paulo, na última segunda-feira (20) após sofrer um AVC Isquêmico. O boletim médico informou que ele sofreu um “estresse traumático”, que poderia ter ocasionado os sintomas. Entenda o que é a doença!

O que é?

De acordo com o Dr. Galileu Chagas, Coordenador da Neurologia do Hospital Vila da Serra, da Oncoclínicas Belo Horizonte, o AVC isquêmico é o infarto do cérebro. "À semelhança do que pode ocorrer no coração, um vaso é obstruído por um trombo ou placa aterosclerótica e com isto há um prejuízo no aporte de sangue e oxigênio para o tecido cerebral nutrido pelo vaso ocluído, o que pode em última instância levar à morte das células do técido acometido”, explica ele.

“Ambos infartos, do cérebro e do coração, possuem diversos fatores de risco em comum, como o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo e a presença de diabetes ou hipertensão mal controladas”, acrescenta.

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Tratamento

Segundo o médico, o tratamento depende da condição de cada paciente. “Até 4,5 horas da apresentação do AVC, caso o paciente não apresente contra-indicações, pode ser realizada a Trombólise, que é uma tentativa de dissolver o trombo e reperfundir o vaso por meio de medicação”, diz.

Ele continua: “Enquanto até 24 horas da apresentação do AVC, em casos selecionados, também pode ser realizada a Trombectomia Mecânica, que constitui na retirada do trombo e reperfusão do vaso por meio de um cateter. Este procedimento é realizado na Hemodinâmica e até certo ponto se assemelha ao cateterismo e angioplastia cardíacos, que são realizado no infarto do coração.”

O Dr. Galileu Chagas reforça que as indicações e técnicas divergem, mas a ideia é a mesma: “Reperfundir um vaso que estava ocluído por meio de uma técnica minimamente invasiva na Hemodinâmica.”

Gravidade e sequelas

Por fim, o médico especialista explica que a gravidade do AVC também depende do tamanho e localização da área do cérebro acometida. “Por exemplo, se a área do cérebro que infartou não for muito grande, mas for uma área nobre, como a que é responsável pela linguagem ou pela movimentação de uma parte do corpo, o paciente pode ficar com sequelas altamente incapacitantes de afasia (prejuízo na linguagem) ou paresia (prejuízo na força muscular). Enquanto se a área isquêmica for grande, o evento pode ser até mesmo fatal”, aponta.

“As sequelas apresentadas após um AVC terão relação direta com a área acometida do cérebro, a qual por sua vez, terá relação com o vaso que foi obstruído. Em todos os cenários, a reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional será muito importante para que haja o máximo possível de melhora e uma minimização quando possível das sequelas”, conclui.


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Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.
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