O corpo do ex-ministro e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, o Ibram, Raul Jungmann, está sendo velado na tarde desta segunda feira (19), no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. O velório e o sepultamento ocorrem de forma restrita, com a presença apenas de familiares e amigos próximos. Raul Jungmann morreu no domingo (18), aos 72 anos, no Hospital DF Star, onde estava internado para tratamento de um câncer no pâncreas.
Pernambucano, Jungmann iniciou a vida pública como vereador no Recife, foi deputado federal e construiu uma trajetória marcada pela atuação no Executivo federal. Ao longo da carreira, ocupou quatro ministérios e teve papel central no debate sobre segurança pública no país.
Entre as autoridades presentes no velório está o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Ao comentar a trajetória de Jungmann, o ministro destacou a contribuição dele para a formulação de políticas públicas na área da segurança: “Foi o primeiro a falar num sistema único de segurança pública, o SUSP, ideia que hoje o governo tenta aprovar por meio de uma PEC, mas que ele já havia colocado em lei. Todas as vezes que o víamos discursar sobre defesa, ele demonstrava profundo conhecimento sobre segurança pública, inclusive ao alertar que os presídios se tornaram um home office do crime. A contribuição dele é inestimável”, afirmou.
Gilmar Mendes também ressaltou a dimensão institucional da atuação de Jungmann: “Tenho profunda admiração. Acho que é um dos maiores homens públicos que o Brasil produziu”, completou. Nos últimos anos, Raul Jungmann presidia o Ibram, entidade representativa do setor de mineração. O sepultamento aconteceu no fim da tarde, no próprio cemitério.