A cada dez quilômetros percorridos, um novo discurso. Foi assim que o
O trajeto, acompanhado por vídeos publicados ao longo do percurso, tem sido palco para críticas ao Congresso, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e para a defesa da instalação de comissões parlamentares de investigação.
Durante o ato, que hoje reuniu cerca de 500 pessoas, segundo a organização, Nikolas afirmou que a assinatura de parlamentares em apoio à CPMI do INSS está diretamente ligada à abertura da CPMI do Banco Master.
Para o deputado, o movimento expõe quem está disposto a enfrentar investigações sensíveis e quem evita o tema.
“Se os parlamentares não assinaram a CPMI do Banco Master, foi o mesmo com a CPMI do dia 8 e com a CPI do Marajó. A esquerda nunca assina nada que realmente vá fazer algo contra o crime organizado, contra a pedofilia e contra a corrupção”, declarou. Segundo ele, já foram reunidas 258 assinaturas, número suficiente para a instalação das comissões.
A caminhada ganhou adesão ao longo dos dias. A cada trecho, o deputado reforça as principais bandeiras do ato, que vão desde críticas à carga tributária e à insegurança pública até ataques ao que classifica como interferência institucional do Judiciário.
Nikolas afirmou que a tramitação das CPMIs será um teste político para os presidentes da Câmara e do Senado: “A instauração da CPMI do Banco Master vai mostrar qual será a posição dos presidentes das Casas”, disse ele cobrando uma postura mais ativa das mesas diretoras.
Durante a entrevista exclusiva à rádio Itatiaia, o deputado voltou a falar e criticar o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a Corte tem ultrapassado seus limites constitucionais.
“Estamos falando de uma competência institucional do Congresso Nacional, e já normalizamos o STF botar o dedo em tudo”, afirmou.
O parlamentar também reiterou a intenção da oposição de derrubar o veto presidencial ao trecho da dosimetria de penas e disse esperar que o Judiciário respeite a decisão do Legislativo: “A Constituição diz que é competência nossa, não deles”, declarou.
Ao comentar investigações envolvendo líderes religiosos, Nikolas disse que eventuais crimes devem ser punidos independentemente da posição social ou religiosa. “Pode ser pastor, padre ou qualquer um. Cometeu crime, tem que ir preso”, afirmou.
A caminhada segue nos próximos dias, com novos trechos previstos e a expectativa de aumento do número de participantes.