Julgamento do Bolsonaro: veja as principais frases do primeiro dia no tribunal
Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e advogados de defesa dos réus se manifestaram durante o primeiro dia de julgamento sobre tentativa de golpe contra o Estado de Direito

O primeiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de tentar um golpe de Estado após a derrota nas eleições presidenciais de 2022 teve falas do chefe do Ministério Público, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e de advogados de defesa.
Veja os principais as principais frases do julgamento
Não é exigível que se pretenda que um colaborador que se expõe dessa maneira, que literalmente perdeu a carreira, se afastou da família, dos amigos, de uma carreira militar, e se exija dele trazer detalhes de uma investigação que não temos acesso, e que por detalhes acabe em uma contradição. Não posso exigir dele, pelo abalo psicológico, por tudo que ele sofreu, a pressão, sendo procurado para mudar de advogado de tese. É uma coisa que a natureza do ser humano autoria que ele dê uma escorregada, jamais sem comprometer o acordo
Punir a tentativa frustrada de ruptura da ordem democrática estabelecida é imperativo na estabilização do próprio regime. Opera como elemento dissuasório contra o ânimo por aventuras golpistas e expõe a tenacidade e determinação da cidadania pela continuidade da vida pública inspirada nos direitos fundamentais
“As afrontas acintosas e belicistas contra a ordem constitucional democrática podem assumir formas diversas. A história registra a profusão de ensaios dessas peças. Os golpes podem vir de fora das estruturas de poder como podem ser engendrados pela perversão dela própria. Nosso passado e de outras tantas nações oferecem ilustrações desta última espécie. Não reprimir criminalmente tentativas desta ordem recrudesce ímpetos de autoritarismo e põe em risco o modelo de vida civilizado”, disse o procurador-geral da República.
O Brasil chega hoje, em 2025, a quase 37 anos da Constituição de 1988, com uma democracia forte, instituições independentes, economia em crescimento e sociedade civil atuante. Isso não foram 37 anos de tranquilidade, mas que as balizas impediram retrocessos. Respeito à Constituição e absoluto respeito ao devido processo legal, amplo direito de defesa e respeito ao contraditório
Estado democrático de Direito, estabilidade institucional, que é exatamente o momento em que vivemos, não significa necessariamente tranquilidade ou ausência de conflitos, mas sim respeito à Constituição, à aplicação da lei, com absoluto respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. Esse julgamento que se inicia do denominado núcleo crucial pela Procuradoria-Geral da República é mais um desdobramento do legítimo exercício pelo Supremo Tribunal Federal de sua competência penal conferida pelo legislador constituinte em 1988.
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