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Jaques Wagner busca apoio político e recorre ao STF após operação da PF

Parlamentar busca apoio político e reforça estratégia de defesa antes de encontro com Lula que pode definir seu futuro na liderança do governo

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"Não tem que mudar nada", diz Jaques Wagner sobre estratégia da campanha de Lula para o segundo turno
Jaques Wagner (PT-BA), líder de governo no Senado. • Carlos Moura/Agência Senado.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) intensificou a articulação com aliados e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar conter os impactos da operação da Polícia Federal que o colocou no centro de uma investigação na última semana. A poucos meses das eleições, o parlamentar busca preservar sua imagem e fortalecer sua defesa política e jurídica.

Desde que foi alvo da operação, em 18 de junho, Wagner permanece na Bahia, onde se reuniu com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Os dois são considerados aliados estratégicos e devem integrar o palanque do senador na disputa pela reeleição.

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Nos últimos dias, o petista também conversou com colegas do Senado em uma tentativa de reduzir o desgaste causado pelas investigações. Entre os contatos feitos está o do senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Publicamente, Wagner tem recebido manifestações de apoio. Otto Alencar e o senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da proposta de autonomia financeira do Banco Central, afirmaram que o líder do governo não atuou em defesa dos interesses do Banco Master, como sugere a investigação da PF.

A expectativa é que Wagner retorne a Brasília nesta quarta-feira (24) e se reúna com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O encontro deve servir também para agradecer o apoio público manifestado por Alcolumbre após a operação. O presidente da Casa criticou o que classificou como julgamentos antecipados e declarou confiar que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.

No campo jurídico, a defesa do senador protocolou no STF um pedido para anular a operação. Os advogados argumentam que houve falhas graves na investigação e sustentam que Wagner não atuou para beneficiar o Banco Master em nenhuma das situações apontadas pela Polícia Federal.

Segundo a defesa, uma das suspeitas envolve uma emenda apresentada pelo senador a uma medida provisória sobre crédito consignado. Os advogados afirmam que a proposta, na verdade, impunha limites aos juros e ampliava a proteção aos consumidores, contrariando interesses da instituição financeira.

Outro ponto citado pela PF diz respeito à tramitação da proposta de autonomia financeira do Banco Central, que recebeu a chamada "Emenda Master", destinada a ampliar a cobertur

a do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A defesa afirma que Wagner se posicionou contra a medida e destaca que o relator da proposta, Plínio Valério, negou ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do tema.

Enquanto isso, cresce no Palácio do Planalto a discussão sobre a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado. Parte dos auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a operação trouxe desgaste para a articulação política do governo. No entanto, a tendência é que qualquer decisão seja

tomada apenas após uma conversa presencial entre Lula e o senador, prevista para ocorrer ainda esta semana em Brasília.

Segundo interlocutores do governo, o Planalto já se preparava para responder a questionamentos envolvendo o caso Banco Master, mas foi surpreendido pela inclusão de Wagner entre os alvos da operação.

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