Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para anular operação da PF no caso Master
defesa afirmou que supostos 'erros graves' comprometeram a decisão do ministro André Mendonça, na última quarta-feira (17), que deu aval à operação

A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar invalidar a decisão que autorizou a operação de busca e apreensão realizada contra ele pela Polícia Federal (PF) na última semana. O parlamentar, líder do governo Lula (PT) no Senado, foi alvo de investigação que apura crimes relacionados ao Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A defesa afirmou que supostos “erros graves” comprometeram a decisão do ministro André Mendonça, na última quarta-feira (17), que deu aval à operação.
Segundo o que foi levantado pela PF, o senador teria sido beneficiado por vantagens econômicas pagas por aliados de Vorcaro, indicando também uma relação próxima de Jaques Wagner com Augusto Lima, ex-sócio do dono do Master.
Os investigadores citam uma proposta do parlamentar que teria sido feita diretamente em benefício do Master, que ampliava o crédito consignado, e a chamada “Emenda Master”, que aumentaria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Em nota, a defesa argumenta que Jaques Wagner "jamais atuou no Congresso Nacional" para favorecer o Banco Master e que a única emenda apresentada por ele sobre o tema "propunha limitar juros e proteger os consumidores". No comunicado, os advogados também afirmam que o líder de governo se posicionou contra a chamada "Emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A defesa ainda alega que todos os valores em espécie encontrados com Jaques Wagner têm origem "lícita e comprovada". Parte seria proveniente de diárias "publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior" e o restante teria sido adquirida "por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular". "Não há nada a ocultar. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens", diz trecho enviado para a Itatiaia.
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