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Bolsonaro depõe à polícia nesta terça (23) sobre arma apreendida em blitz no DF

O depoimento será realizado presencialmente no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro • Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestará depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (23) no inquérito que apura a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz em Brasília. A oitiva ocorrerá presencialmente no condomínio onde ele cumpre prisão domiciliar.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias em que a arma estava sendo transportada por um militar responsável pela segurança do ex-presidente e se houve apenas uma irregularidade administrativa ou possível violação da legislação sobre armas.

Tudo que você vai ler a seguir:

  1. Por que Bolsonaro será ouvido?
  2. O que aconteceu durante a blitz?
  3. Quem transportava a arma?
  4. O que está sendo investigado?
  5. O que diz a defesa de Bolsonaro?
  6. Qual é a situação atual de Bolsonaro?

Por que Bolsonaro será ouvido?

O depoimento faz parte das apurações sobre uma pistola Glock calibre 9 milímetros encontrada em um veículo conduzido por um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que integra a equipe de segurança de Bolsonaro.

Inicialmente, a Polícia Civil solicitou que a oitiva fosse realizada por videoconferência. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido e determinou que o depoimento ocorresse presencialmente, em razão das restrições impostas ao ex-presidente.

O que aconteceu durante a blitz?

PMDF atendeu à ocorrência • Divulgação/ PMDF
PMDF atendeu à ocorrência • Divulgação/ PMDF

A apreensão ocorreu na última segunda-feira (15), durante uma fiscalização da Polícia Militar do Distrito Federal.

Ao verificarem a documentação, os policiais constataram que a pistola estava registrada regularmente em nome de Bolsonaro. No entanto, o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), documento obrigatório para o transporte do armamento, não estava no veículo.

Por causa da ausência do documento, a arma foi recolhida e o caso encaminhado para investigação.

Quem transportava a arma?

O veículo era conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante do GSI e cedido à Casa Civil para atuar na segurança do ex-presidente.

Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou que a pistola estava sendo levada para manutenção após apresentar problemas de funcionamento. Segundo sua versão, o armamento seria devolvido a Bolsonaro após o conserto.

O que está sendo investigado?

Os investigadores analisam duas possibilidades.

  • Infração administrativa

A primeira hipótese é que tenha ocorrido apenas uma irregularidade documental, já que tanto Bolsonaro quanto o militar possuem autorização para porte de arma e a pistola estava devidamente registrada.

  • Possível crime previsto no Estatuto do Desarmamento

A segunda linha de investigação avalia se o transporte da arma sem a documentação exigida pode configurar descumprimento das regras previstas no Estatuto do Desarmamento.

Nesse caso, a legislação prevê pena de três a seis anos de prisão, além de multa.

O que diz a defesa de Bolsonaro?

Em manifestação enviada ao STF, a defesa do ex-presidente argumentou que a própria equipe de segurança tornou a arma inoperante ao retirar o percussor, peça responsável pelo disparo.

Segundo os advogados, a medida foi adotada sem conhecimento prévio de Bolsonaro devido ao uso de medicamentos psiquiátricos que poderiam afetar sua cognição.

A defesa afirma ainda que o ex-presidente percebeu uma falha no funcionamento da pistola e solicitou que um integrante de sua equipe providenciasse a manutenção.

"A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção", sustentam os advogados.

Qual é a situação atual de Bolsonaro?

Ex-presidente Jair Bolsonaro • Reprodução
Ex-presidente Jair Bolsonaro • Reprodução

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde março deste ano.

A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente realizasse tratamento de saúde após um quadro de broncopneumonia.

Agora, a Polícia Civil aguarda o depoimento desta terça-feira para avançar nas investigações e definir se houve apenas uma irregularidade administrativa ou se o caso poderá ter desdobramentos criminais.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.