Haddad nega responsabilidade e diz que 'taxa das blusinhas' foi pedido do varejo
Fernando Haddad (PT-SP) afirmou que a 'taxa das blusinhas' foi um pedido do varejo nacional para equilibrar o mercado, não uma iniciativa do governo federal, em entrevista à CNN

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP) afirmou, nesta segunda-feira (10), em entrevista à CNN, que a "taxa das blusinhas" foi uma solicitação do varejo nacional para equilibrar a concorrência entre produtos vendidos no Brasil e os importados. De acordo com o ex-ministro da Fazenda, a medida não partiu do governo federal.
"O presidente Lula não queria cobrar a "taxa das blusinhas", a federal. Quem introduziu foi o Congresso Nacional. O presidente Lula não queria e ainda falou: 'vou vetar se vocês aprovarem'", disse Haddad. "Qual o objetivo disso? Não era arrecadatório. Era um pedido do varejo nacional para equilibrar o que é vendido numa loja e o que vem de fora. Não tem nada a ver comigo."
Haddad afirmou também ter sido procurado por governadores, incluindo o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), para cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das importações.
"E por que procuraram o Ministério da Fazenda? Porque vinha pelos correios e se os correios não fossem parceiros, não tinha condição de cobrar na entrada. Hoje o Tarcísio cobra a taxa das blusinhas. O que a oposição fez, usou esse negócio para carimbar o governo. Tanto é verdade que os governadores mantêm", afirmou. Ainda de acordo com Haddad, esse movimento foi uma articulação de governadores de um lado e do Congresso do outro.
Sabatinas
A CNN Brasil deu início nesta segunda-feira (10) à série de entrevistas com candidatos aos governos estaduais. O primeiro entrevistado foi Fernando Haddad (PT-SP), candidato ao governo de São Paulo. O atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), será entrevistado na próxima quarta-feira (12). As sabatinas serão transmitidas ao vivo, simultaneamente na TV e no canal da CNN no YouTube, e serão conduzidas pelos jornalistas Iuri Pitta, Clarissa Oliveira e Pedro Venceslau. As entrevistas terão a mesma duração para todos os candidatos.
Além de São Paulo, as rodadas de entrevistas também vão contemplar candidatos aos governos do Distrito Federal, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará. Os líderes das pesquisas eleitorais foram escolhidos para as sabatinas com base nos dados do Índice CNN, agregador de pesquisas desenvolvido em parceria com o Ipespe Analítica. Parte das entrevistas nesses estados será transmitida ao vivo pela TV, enquanto outras serão exibidas inicialmente no canal da CNN no YouTube e posteriormente vão para a televisão.
A cobertura completa da CNN Brasil nas eleições de 2026 também contará com entrevistas de candidatos à presidência no programa WW, comandado pelo jornalista William Waack, além dos debates presidenciais, no dia 14 de setembro, e para o governo de São Paulo, no dia 18 de setembro, organizados pelo consórcio Momento da Decisão. O pool reúne onze veículos de comunicação: CNN Brasil, SBT, RedeTV!, Exame, Terra, Metrópoles, Itatiaia, Nova Brasil FM, Rede Vida, SBT News e VEJA+ TV.
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