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Defesa de Bolsonaro diz ao STF que arma apreendida estava sem condições de uso

Advogados afirmam que pistola registrada no nome do ex-presidente havia sido tornada inoperante por seguranças e estava fora da residência para manutenção

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O ex-presidente Jair Bolsonaro • Renan Melo Xavier/Itatiaia

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou nesta quarta-feira (17)), ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a arma apreendida nesta semana durante uma abordagem policial estava registrada regularmente em seu nome, mas não tinha condições de funcionamento no momento em que deixou sua residência. A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes após o magistrado solicitar esclarecimentos sobre o episódio envolvendo uma pistola calibre 9 milímetros encontrada com um militar do Exército que integra a equipe ligada à segurança do ex-presidente.

Segundo os advogados, o armamento teria sido inutilizado preventivamente por integrantes da equipe de segurança de Bolsonaro. De acordo com a versão apresentada ao STF, uma peça fundamental para o disparo teria sido removida, impedindo o funcionamento da arma. A defesa argumenta que a medida foi adotada diante das condições de saúde do ex-presidente e do uso de medicamentos que poderiam afetar sua cognição.

Ainda conforme o relato encaminhado ao Supremo, Bolsonaro percebeu que o equipamento apresentava falhas, mas não conseguiu identificar a origem do problema. Por isso, a arma teria sido entregue ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que possui experiência com armamentos, para verificar a situação e providenciar eventual reparo. O militar foi abordado durante uma blitz policial e informou às autoridades que estava transportando a arma para manutenção.

O caso chegou ao STF após o registro da ocorrência ser encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes. Além de questionar as circunstâncias da posse da arma, o magistrado pediu explicações sobre o motivo de o armamento estar na residência do ex-presidente durante o período em que ele cumpre prisão domiciliar humanitária. Moraes também solicitou informações sobre os procedimentos de segurança adotados na fiscalização dos veículos que entram e saem da residência de Bolsonaro.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.