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PF quer ouvir Marcola sobre pagamentos de amiga de Lulinha

Ex-assessor de Lula deixou campanha após admitir empréstimo de Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência

PorBrasília
Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. • Foto: Reprodução

A Polícia Federal deve ouvir Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para esclarecer a relação dele com a empresária Roberta Luchsinger. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal, em Brasília. 

Luchsinger é investigada pela corporação em um inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que apura suspeitas de tráfico de influência no Palácio do Planalto. 

A investigação envolve possíveis relações do grupo do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, com agentes públicos. Roberta é apontada como próxima de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A PF quer esclarecer, entre outros pontos, a natureza da relação entre Marcola e a empresária e se os repasses tiveram alguma relação com a atuação do ex-assessor no governo federal.

Marcola deixou a coordenação da campanha de Lula à reeleição depois que veio a público que havia recebido recursos de Roberta. Ele afirma que os valores foram referentes a um empréstimo pessoal, já quitado, e nega qualquer relação que caracterize irregularidade no exercício de suas funções.

A investigação ainda está em andamento e não representa, neste momento, uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal de Marcola ou de Roberta.

Segundo a apuração, a empresária teria realizado pagamentos em favor de Marcola. A PF busca entender a origem e a finalidade dos recursos e verificar se houve alguma relação entre as movimentações financeiras e possíveis ações de influência junto ao governo.

Marcola ocupou a chefia de gabinete de Lula durante o atual governo e deixou o cargo em julho. Na ocasião, a justificativa oficial foi de que ele passaria a atuar na campanha presidencial do petista. Posteriormente, a revelação dos pagamentos provocou sua saída da equipe eleitoral. Mesmo assim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou o caso e disse que o assessor teria o benefício da dúvida. 

O caso ocorre no contexto das investigações sobre suspeitas de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF apura as relações entre empresários, lobistas e agentes públicos e busca identificar eventual influência sobre decisões do governo.

A expectativa é que o depoimento de Marcola ajude os investigadores a esclarecer a relação dele com Roberta Luchsinger e os motivos dos pagamentos. Até o momento, não há conclusão da investigação sobre eventual prática criminosa por parte do ex-assessor.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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