Governo do Rio pede ao STF mais prazo para enviar imagens de megaoperação que deixou mais de 120 mortos

Estado solicita extensão de 20 dias alegando grande volume de registros audiovisuais da ação policial no Alemão e na Penha

Dezenas de corpos são levados por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro

O governo do Rio de Janeiro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais 20 dias para encaminhar todas as imagens registradas durante a megaoperação policial realizada nos Complexos da Penha e do Alemão, que deixou ao menos 120 mortos.

Segundo o Executivo estadual, a solicitação de prorrogação ocorre devido ao elevado volume de dados audiovisuais reunidos por diferentes órgãos do estado, o que exige procedimentos técnicos para consolidação, organização e verificação da integridade do material antes do envio à Corte.

“Requer a Vossa Excelência a prorrogação do prazo por mais 20 (vinte) dias úteis, a fim de viabilizar a consolidação das imagens e a implementação da solução técnica necessária para o envio do material, nos exatos termos determinados por esta Corte”, diz o documento encaminhado ao STF.

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O pedido foi feito após Moraes determina, na semana passada, que as imagens fossem enviadas no prazo de até 15 dias.

Na decisão, Moraes afirmou que o conjunto de manifestações apresentadas no processo, com pedidos diversos e informações consideradas contraditórias, evidencia a necessidade de esclarecimentos adicionais para a análise da ação policial.

O material deverá ser encaminhado à Polícia Federal, que ficará responsável pela perícia técnica, incluindo transcrição e elaboração de laudo.

A decisão foi tomada no âmbito da chamada ADPF das Favelas, ação que estabelece regras para reduzir violações de direitos humanos em operações policiais no estado.

Com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, a relatoria provisória da ADPF passou para Moraes.

Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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