Câmara de BH discute, em audiência pública, projeto de revitalização do Centro

O projeto, que é da prefeitura de Belo Horizonte, já passou pela Comissão de Legislação e Justiça (CLJ), e ainda tem que passar pelas comissões temáticas antes de ir à votação no plenário

Audiência pública discutiu projeto de revitalização do Centro de BH

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) discutiu, em seu plenário principal, nesta segunda-feira (9), o projeto de lei da prefeitura da capital que versa sobre a revitalização do Centro da cidade.

Dezenas de representantes de movimentos sociais, sociedade civil, empresários e vereadores trataram sobre a proposta, que prevê a revitalização de imóveis do bairro no coração de BH e nove adjacentes: Floresta, Colégio Batista, Barro Preto, Bonfim, Lagoinha, Concórdia, Carlos Prates, Santa Efigênia e Boa Viagem.

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O objetivo principal do texto é destinar novas habitações para a moradia popular na região.

O projeto, que é da prefeitura de Belo Horizonte, já passou pela Comissão de Legislação e Justiça (CLJ), e ainda tem que passar pelas comissões temáticas antes de ir à votação no plenário.

Presidente do Sindicato de Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon), Rafael Lafetá, afirma que “muitos querem a mudança” e buscam melhores condições de moradia, comércio, trânsito e infraestrutura nos bairros.

“O projeto de lei, já foi bem estudado pela prefeitura antes de ser proposto e ele já fez vários estudos desde 2014 sobre como é a vontade da população naquela região. Hoje nós estamos aqui com mais uma audiência pública tratando desse assunto. O projeto de lei está bem maduro para ser votado”, destaca.

“É lógico que algumas sugestões, algumas emendas, e proposições devem ser feitas no processo de votação. E, aí sim, saímos com um projeto talvez bom, não ótimo. E que ele vai se tornando ótimo ao longo do tempo, à medida que a interação e a proposta dele se implemente”, acrescentou.

Lafetá ainda defendeu que o projeto é o começo da possibilidade de uma mudança imobiliária na região. “Ainda vai para o patrimônio, vai para o meio ambiente, vai para cultura e todas as secretarias vão avaliar se aquela intervenção proposta pelo empreendedor pode ou não ser feita”, defende.

Eustáquio Ramos é repórter e apresentador da Itatiaia

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