O governo federal informou, em nota divulgada nesta terça-feira (13), que acompanha “com preocupação” a evolução das manifestações que acontecem no Irã desde o dia 28 de dezembro do ano passado. De acordo com informações de agências internacionais e ONGs que acompanham os ocorridos, ao menos 2 mil pessoas morreram e mais de 20 mil foram presas pelo regime iraniano.
“O Brasil lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas. Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, pontuou o Itamaraty.
O Ministério de Relações Exteriores do Brasil ainda informou que não há registro de brasileiros mortos ou feridos nas manifestações e que se mantém “atento às necessidades da comunidade brasileira no Irã”.
Cerca de 2 mil mortos no Irã
Um oficial do Irã afirmou que cerca de 2 mil pessoas foram mortas durante os protestos que acontecem no país. Esta é a primeira vez que uma autoridade ligada ao governo do país reconhece o alto número de mortes que ocorreu nas manifestações.
Em entrevista à Reuters, ele afirmou que os “terroristas” são os responsáveis pelos assassinatos tanto dos manifestantes, quanto dos agentes de segurança.
Os dados de mortos divulgados anteriormente eram atualizados pela Organização de Direitos Humanos dos EUA no Irã, o HRANA, que estimava pelo menos 544 mortes durante o período, incluindo 483 manifestantes e oito crianças. Ainda de acordo com a organização, mais de 10.600 pessoas foram presas durante as manifestações.
Protestos no Irã
Desde o dia 28 de dezembro do ano passado, manifestantes vão às ruas de várias cidades do Irã em protesto contra o aumento de preços e o colapso da moeda local.
Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.
Com informações de AFP