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Crise no STF: Flávio pressiona Fachin por sessão pública no STF sobre crise com a PF

Para o candidato do PL, o Brasil 'virou várzea' e presidente da Corte deve tomar a iniciativa por falta de comando do presidente da República

PorBrasília
Flávio Bolsonaro é o candidato do PL à Presidência da República • Brazil Photo Press via AFP

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) cobrou uma atuação imediata do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, diante do novo capítulo da crise instalada na Corte. A manifestação ocorreu após o ministro Flávio Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência da corporação.

Na avaliação do senador, Fachin deve levar a controvérsia para julgamento em sessão pública pelo Plenário do Supremo. Ao fazer a cobrança, Flávio também atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, até aquele momento, ainda não havia se manifestado sobre o imbróglio entre o STF e a cúpula da PF.

“O Brasil está sem presidente, virou várzea. Ministro Fachin tem que resolver isso, IMEDIATAMENTE, em sessão pública. Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro”, escreveu o candidato nas redes sociais.

A declaração foi feita um dia depois de Flávio comemorar a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado, na terça-feira (8), o afastamento de Andrei e Almada. Na ocasião, o candidato afirmou que um suposto “grupo especial de Lula” dentro da Polícia Federal havia sido “desmascarado oficialmente.” Flávio também defendeu que a corporação recuperasse a autonomia e deixasse de ser utilizada para perseguir adversários políticos do presidente.

Após a manifestação de Flávio, Lula se pronunciou sobre a crise e cobrou a retirada integral do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. O presidente defendeu a “quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer” e afirmou que o país precisa conhecer a verdade. Lula também pediu mais transparência do Judiciário e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” com potencial de interferir na disputa eleitoral.

Pressão iniciou quando os sigilos foram quebrados

As críticas de Flávio a Andrei antecedem a decisão de Mendonça. Na semana passada, durante agenda na Expointer, no Rio Grande do Sul, o candidato anunciou que seu grupo político buscaria o afastamento do diretor-geral após a divulgação de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.

Na ocasião, Flávio também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, cujo nome aparece em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. O material divulgado pela investigação trouxe relatos sobre contatos e encontros envolvendo o magistrado e pessoas ligadas ao ex-banqueiro. A partir das revelações, Flávio passou a defender publicamente a saída de Moraes do Supremo.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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