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Com prefeitos da Grande BH, Simões se reúne com presidente do TRF-6 para destravar Rodoanel

Governador do estado pediu uma decisão ao desembargador Ricardo Machado Rabelo no processo que impede o início das obras do cinturão rodoviário

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O governador Mateus Simões, o desembargador Ricardo Machado Rabelo e o prefeito Álvaro Damião durante reunião sobre o Rodoanel no TRF-6
O governador Mateus Simões, o desembargador Ricardo Machado Rabelo e o prefeito Álvaro Damião durante reunião sobre o Rodoanel no TRF-6 • Pedro Mendes/TRF6

O governador Mateus Simões (PSD) se reuniu com o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), o desembargador Ricardo Machado Rabelo, nesta quarta-feira (9) para pedir uma decisão no processo que atualmente barra o início da construção do Rodoanel Metropolitano. A reunião contou com a presença de sete prefeitos de cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte incluindo os chefes do Executivo das três cidades mais populosas, Álvaro Damião (União Brasil), de capital; Ricardo Faria (PSD), de Contagem; e Heron Guimarães (União Brasil), de Betim.

 

“Minha presença aqui, junto com os prefeitos da Região Metropolitana, foi um pedido ao tribunal para que a gente tente alcançar um desfecho, uma decisão da Justiça a respeito da paralisação dessas obras. Cada um dos prefeitos presentes teve a oportunidade de se manifestar e eu acho que é importante essa união da Região Metropolitana no sentido de que essa obra, reconhecidamente, é importante para todas as cidades. Nenhuma cidade hoje se coloca contra o Rodoanel [...] Esse impasse com quase R$ 5 bilhões parados e R$ 12 bilhões de investimento que seriam realizados, começa a cobrar um preço caro das cidades, seja por conta das vidas que a gente continua perdendo no Anel Rodoviário, seja por conta dos investimentos que a gente começa a perder nos equipamentos logísticos e industriais que poderiam estar se instalando no traçado do futuro Rodoanel”, afirmou Simões.

 

A obra do cinturão rodoviário de 100 km que circundaria a região metropolitana de Belo Horizonte em substituição ao atual anel rodoviário já foi licitada, mas o início das obras está parado no tribunal devido a uma ação movida pela Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais (N’Golo), que se considera afetada pela obra.

 

A federação argumenta que o governo não havia realizado a Consulta Livre, Prévia, Informada (CLPI) com as comunidades tradicionais potencialmente atingidas. A reclamação se baseia na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece o direito de povos indígenas e comunidades tradicionais serem consultados antes da adoção de medidas administrativas que possam afetá-los diretamente.

 

Simões defende que as comunidades tradicionais localizadas nos pontos mais próximos ao traçado definido para o Rodoanel Metropolitano não seriam diretamente afetadas pelas obras.

 

“São 14 comunidades quilombolas, todas já foram chamadas à participação, sete foram ouvidas, quatro já foram atendidas, e em três os processos ainda estão em andamento. Sete escolheram não participar,o que a gente entende porque a comunidade eventualmente não tem nada a pedir ou a dizer. A comunidade que está mais próxima do Rodoanel está a 1,5 km. O Rodoanel não corta nenhuma comunidade. E essa comunidade que está mais próxima, entre elas e o Rodoanel tem duas avenidas, o que significa que o anel não tem efeito prático na vida delas [...] A gente entende que as comunidades têm o mesmo pouco interesse em atuar nesses processos. O que não pode é a gente, por conta dessa, desse processo judicial, ficar esperando eternamente”, complementou o governador.

 

Simões trata o Rodoanel como uma prioridade de sua gestão e já cogitou retirar o investimento de R$ 5 bilhões do projeto, caso a Justiça não avance com a decisão. Segundo o governador, os recursos podem ser usados em outras obras, como a expansão do Metrô de BH.

 

Apesar da disputa judicial, o governo realizou o leilão para a realização da obra do Rodoanel em agosto de 2022. A italiana INC S.p.A. venceu a concorrência e posteriormente assinou o contrato de concessão, em março de 2023. O contrato prevê concessão de 30 anos para a empresa.

 

Além dos prefeitos de BH, Contagem e Betim, participaram da reunião Sargento Rodolfo (Republicanos), de Sabará; Emiliano Braga dos Santos (PP), de Pedro Leopoldo; Márcia Lopes (PP), de São José da Lapa; e José Wilson (PSDB), de Vespasiano.

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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