Câmara de BH analisa PL que concede reajuste de 10% para servidores do Legislativo

Segundo o estudo de impacto orçamentário-financeiro anexado ao texto, o reajuste poderá resultar em um incremento de R$ 17.097.690,84 nas despesas da Casa

A medida abrange servidores efetivos, ocupantes de cargos de recrutamento amplo e os cedidos ao Legislativo.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) pode votar, nesta quinta-feira (5), o Projeto de Lei (PL) que reajusta a remuneração dos servidores do Legislativo em 10%, com base no vencimento vigente neste mês.

A proposta, de autoria da Mesa Diretora da CMBH, prevê que o reajuste passe a valer a partir de 1º de abril. Caso a aprovação e a sanção do prefeito da capital mineira, Álvaro Damião (União Brasil), ocorram apenas após essa data, os efeitos financeiros começarão no primeiro dia do mês da publicação.

A medida abrange servidores efetivos, ocupantes de cargos de recrutamento amplo e os cedidos ao Legislativo.

Segundo o estudo de impacto orçamentário-financeiro anexado ao texto, o reajuste poderá resultar em um incremento de R$ 17.097.690,84 nas despesas da Casa entre abril e dezembro.

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O valor inclui despesas com pessoal, como vencimentos, vantagens fixas, obrigações patronais, proventos de aposentados e outros benefícios trabalhistas.

Segundo o estudo, no entanto, em 2026, a despesa com a folha de pagamento após o reajuste representará 54,1% da receita, o que ainda está abaixo do limite constitucional de 70%.

O texto tramita em primeiro turno e está previsto para a pauta desta quinta-feira, às 14h30, no Plenário.

De acordo com os autores, o reajuste salarial de 10% faz parte de uma política de valorização dos servidores da Câmara, o que contribuiria para manter a eficiência administrativa da Casa e também “reduzir a evasão de quadros qualificados”.

O reajuste, porém, não se aplica aos vereadores, sendo focado apenas nos servidores cujo “trabalho técnico e administrativo viabiliza o funcionamento regular das atividades parlamentares”.

Projetos em pauta nesta quinta

Na pauta desta quinta-feira, na Câmara Municipal, também está um projeto que obriga o poder público a oferecer comunicação adaptada, em Libras e outras tecnologias, para garantir a compreensão plena no acolhimento de vítimas de violência.

O projeto, que tramita em segundo turno e é assinado pelo vereador Wanderley Porto (PRD), especifica que o atendimento pode ser feito de forma presencial ou remota.

A proposta recebeu, ao todo, oito emendas, que serão avaliadas pelo Plenário e podem prejudicar o texto original do projeto.

Ainda na área da inclusão, voltada para a comunidade surda, um projeto de lei dos vereadores Pablo Almeida (PL) e Dra. Michelly Siqueira (PRD) cria um programa de formação gratuita em Libras para familiares de crianças surdas matriculadas na rede municipal de ensino.

Outro texto, de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL), prevê transporte escolar acessível e gratuito para estudantes do ensino fundamental com deficiência física matriculados na rede municipal de educação, incluindo estudantes PcDs.

Projetos de combate ao assédio, de suporte às mães ou responsáveis por pessoas com deficiência e doenças raras, e de coleta domiciliar de sangue também estão previstos para votação nesta quinta-feira.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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