Braço de investimento do Itaú prevê privatização da Copasa até abril

Otimista com a desestatização, o banco ainda ampliou o preço-alvo das ações da companhia mineira de R$ 43,20 para R$ 55,90

Autorização para venda da estatal foi aprovada em definitivo pela Assembleia no fim do ano passado

O Itaú BBA, braço de assessoria de investimentos do banco, ampliou o preço-alvo das ações da Copasa de R$ 43,20 por ação para R$ 55,90 frente à perspectiva de privatização da estatal mineira até abril deste ano. Otimista com a desestatização, o banco recomendou a compra de títulos da empresa aos investidores.

A previsão consta em um documento destinado a investidores divulgado na última terça-feira (13), que destaca “as etapas mais críticas” do processo de desestatização da companhia foram superadas, “o que abriu caminho para a privatização até abril deste ano”.

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“Nos últimos seis meses, as ações da Copasa apresentaram forte desempenho, com valorização de 68%, impulsionadas pelo avanço do processo de privatização e por melhorias regulatórias”, destacou o documento.

O Itaú BBA ainda afirma que o ano passado foi de “avanços importantes” para a empresa, que se beneficiou de melhorias regulatórias relevantes após a conclusão do reajuste tarifário, além da extensão do contrato com Belo Horizonte e conversas com outros municípios.

Privatização da Copasa

Aprovado no fim do ano passado pela Assembleia Legislativa, o PL 4.380/2025, que autoriza o estado de Minas Gerais a vender a Copasa, teve sua tramitação precedida por uma atribulada discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, também de autoria de Zema, que derrubou a exigência de um referendo popular para autorizar a privatização da estatal.

A privatização da Copasa, bem como da Gasmig e da Cemig, já integrava a pauta do governo Zema desde o primeiro mandato, mas ganhou fôlego com a criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Com o projeto permitindo a privatização e federalização de ativos como forma de pagar a dívida com a União, vários projetos da pauta privatista do Executivo andaram na Assembleia após anos parados, incluindo os imóveis do estado.

O Propag prevê que estados refinanciem em 30 anos a dívida com a União e estabelece mecanismos para reduzir os juros cobrados sobre as parcelas.

O projeto do Executivo Estadual é ingressar no programa abatendo 20% do estoque devido. Para obter o valor necessário na amortização da dívida, o Executivo enviou projetos para federalizar ou privatizar estatais à Assembleia.

Hoje os juros são indexados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% ao ano. Se o estado conseguir amortizar 20% do estoque da dívida, dois pontos percentuais da cobrança adicional são abatidos.

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