Calli, uma cachorra da raça pastor alemão, do Corpo de Bombeiros, acompanha, junto aos militares,
O encontro tem como objetivo discutir um projeto que quer destinar partes humanas amputadas e restos mortais para o treinamento de cães farejadores. O animal ficou deitado no plenário da Casa durante a sessão. Fora da Câmara, há outros cachorros dos Bombeiros.
Uma segunda cadela, Aquila, participou de uma demonstração de busca durante as tratativas na Câmara.
O texto discutido é de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL), e prevê que os segmentos humanos sejam usados desde que haja consentimento livre, expresso e formal do paciente em vida, ou de um representante legal ou familiar.
Os hospitais públicos e privados ficam responsáveis por armazenar os segmentos amputados ou corpos humanos conforme as normas sanitárias.
A matéria ainda prevê que os hospitais seriam encarregados de encaminhar as partes humanas aos órgãos de segurança pública, como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, por exemplo, diante de um controle e protocolo específico.
O PL determina que os próprios órgãos de segurança assegurem que os segmentos sejam usados exclusivamente para o treinamento de cães em atividade de busca e resgate.
Na justificativa, o vereador afirma que atualmente, o treinamento de cães farejadores é feito com cadaverina, que é uma substância sintética que “não replica a complexa mistura de compostos orgânicos voláteis presentes na decomposição humana”. Com isso, seria menos eficiente treinar os animais com o material.
“O treinamento de cães farejadores é essencial para a segurança pública e defesa civil, uma vez que aprimora a capacidade operacional das forças de resgate na localização de vítimas em soterramentos, desastres naturais e casos de desaparecimento”, diz trecho da justificativa.