Cachorros na Câmara: entenda porque animais estão no plenário da Casa nesta sexta

Calli, uma cachorra da raça pastor alemão, do Corpo de Bombeiros, acompanha, junto aos militares, uma audiência pública na Comissão de Administração Pública e Segurança

Cães do Corpo de Bombeiros acompanham sessão na Câmara Municipal de Belo Horizonte

Calli, uma cachorra da raça pastor alemão, do Corpo de Bombeiros, acompanha, junto aos militares, uma audiência pública na Comissão de Administração Pública e Segurança Pública da Câmara Municipal de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (30).

O encontro tem como objetivo discutir um projeto que quer destinar partes humanas amputadas e restos mortais para o treinamento de cães farejadores. O animal ficou deitado no plenário da Casa durante a sessão. Fora da Câmara, há outros cachorros dos Bombeiros.

Uma segunda cadela, Aquila, participou de uma demonstração de busca durante as tratativas na Câmara.

O texto discutido é de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL), e prevê que os segmentos humanos sejam usados desde que haja consentimento livre, expresso e formal do paciente em vida, ou de um representante legal ou familiar.

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Os hospitais públicos e privados ficam responsáveis por armazenar os segmentos amputados ou corpos humanos conforme as normas sanitárias.

A matéria ainda prevê que os hospitais seriam encarregados de encaminhar as partes humanas aos órgãos de segurança pública, como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, por exemplo, diante de um controle e protocolo específico.

O PL determina que os próprios órgãos de segurança assegurem que os segmentos sejam usados exclusivamente para o treinamento de cães em atividade de busca e resgate.

Na justificativa, o vereador afirma que atualmente, o treinamento de cães farejadores é feito com cadaverina, que é uma substância sintética que “não replica a complexa mistura de compostos orgânicos voláteis presentes na decomposição humana”. Com isso, seria menos eficiente treinar os animais com o material.

“O treinamento de cães farejadores é essencial para a segurança pública e defesa civil, uma vez que aprimora a capacidade operacional das forças de resgate na localização de vítimas em soterramentos, desastres naturais e casos de desaparecimento”, diz trecho da justificativa.

Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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