Lula critica mudanças na política de checagem da Meta: 'Não podem ferir a soberania de uma nação'
Presidente disse que fará uma reunião nesta quinta-feira para tratar do assunto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará uma reunião nesta quinta-feira (9) para tratar do anúncio da Meta, controladora das redes Facebook, Instagram e WhatsApp, de que encerrará seu programa de checagem de fatos.
Em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, Lula disse ser “extremamente grave” que não haja responsabilidade por crimes cometidos no ambiente digital.
"O que nós queremos na verdade é que cada país tenha sua soberania resguardada. Não pode um cidadão, dois cidadãos, três cidadãos acharem que podem ferir a soberania de uma nação", concluiu o presidente.
- Leia mais: Meta contraria OMS e permite conteúdo homofóbico após novas regras de Zuckerberg, diz revista
Na terça-feira (17), a Meta anunciou que encerrará o programa de fact-checking (verificação de informações) nos Estados Unidos, um retrocesso em políticas de moderação de conteúdo.
“Vamos nos livrar da checagem de fatos. Os checadores são muito enviesados politicamente e destruíram mais verdade do que criaram, especialmente nos EUA”, afirmou em um vídeo o fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



