A deputada Carla Zambelli (PL-SP) manifestou-se veementemente contra o projeto de lei que visa reduzir a escala de trabalho 6x1 no Brasil. Em suas declarações, a parlamentar alertou para o que ela considera uma potencial ‘calamidade econômica’ caso a proposta seja aprovada.
Zambelli argumentou que a redução da jornada de trabalho para um modelo 4x3 (quatro dias de trabalho e três de folga) teria consequências graves para a economia brasileira. ‘O que pode vir de calamidade econômica para o Brasil é enorme’, afirmou a deputada, expressando preocupação com o impacto nas famílias e na sociedade em geral.
Impactos no mercado de trabalho
A parlamentar destacou que a mudança poderia resultar em uma significativa redução salarial para os trabalhadores, além de limitar as opções de emprego. Ela argumentou que os empregadores não teriam condições financeiras de contratar funcionários adicionais para cobrir os dias de folga extras, o que poderia levar a demissões e fechamento de empresas.
Zambelli também criticou o que chamou de ‘geração obsoleta’, sugerindo que há uma falta de disposição para o trabalho entre os jovens. ‘Essa geração não tem noção do quanto as pessoas pararam de trabalhar’, declarou, fazendo uma comparação com as mudanças nas leis trabalhistas para empregadas domésticas, que, segundo ela, resultaram em perda de empregos no setor.
Previsões econômicas
A deputada fez previsões sombrias sobre os efeitos econômicos da proposta: ‘Menos hora trabalhada, menos produção, consequentemente, o produto final vai subir muito’. Ela antecipou um cenário de inflação alta e diminuição do poder aquisitivo da população.
Zambelli alertou ainda para um possível ‘achatamento’ da classe média, prevendo uma polarização econômica mais acentuada na sociedade brasileira. ‘Vai ter cada vez mais só pobres ou milionários e bilionários’, projetou.
Em contraposição à proposta criticada, a deputada mencionou seu apoio a uma PEC alternativa, que segundo ela, está sendo elaborada pelo deputado Marcon. Esta proposta, de acordo com Zambelli, daria mais liberdade para negociações entre empregados e empregadores.
A posição de Zambelli reflete um debate mais amplo sobre jornada de trabalho e produtividade no Brasil, temas que continuam a gerar controvérsias e discussões acaloradas no cenário político e econômico nacional.