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Governo debate estratégia nacional para enfrentar eventos climáticos extremos, diz Marina

A ministra do Meio Ambiente também afirmou que um orçamento menor para a pasta impactou o combate às queimadas neste ano

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante reunião da Comissão de Agricultura da Câmara

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta quarta-feira (16) que o governo federal debate a criação de uma estratégia nacional de enfrentamento a eventos climáticos extremos e cobrou mais recursos para a atuação da pasta.

Marina participou de uma reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, onde foi convidada a falar sobre as queimadas que afetaram grande parte do país.

Segundo a ministra, a adoção de medidas contra os eventos climáticos extremos, como as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca na Amazônia, é uma tarefa “complexa”.

“Porque se trata de criar um novo paradigma, como, por exemplo, o paradigma da emergência climática. Geralmente, nós temos situação de emergência ou de calamidade pós-desastre. Nós ainda não temos uma situação pré-desastre como a que gostaríamos, uma situação que desse cobertura”, justificou.

Ela também afirmou que o combate ao problema passa pela estruturação de um “sistema”, integrado pelo governo federal, estados e municípios.

“Não basta achar que apenas o governo federal, de cima para baixo, vai fazer esse enfrentamento. É preciso pensar na governança como um sistema”, declarou.

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Outra medida citada por Marina como importante é a criação da autoridade nacional de enfrentamento às mudanças climáticas, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que ainda tem seu formato estudado.

A ministra afirmou ainda que os cortes no orçamento do Ministério do Meio Ambiente impactaram o combate às queimadas neste ano. Ela mencionou que houve uma redução de R$ 18,4 milhões nas verbas previstas para o Ibama e o ICMBio.

O presidente da comissão, Evair Vieira de Melo (PP-ES), declarou, no entanto, que o orçamento menor para a pasta foi aprovado com voto favorável de deputados do PT.

“A peça orçamentária que foi votada aqui, eu particularmente votei contra a peça orçamentária e grande parte da oposição, a ampla maioria da oposição orgânica, também votou contra. O orçamento aprovado, com esses cortes drásticos, teve 100% dos votos do partido do presidente da República [PT] e também teve 100% dos votos do partido de vossa excelência”, rebateu o deputado.


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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.