Em resposta à tragédia humanitária e ambiental que se abateu sobre o Rio Grande do Sul, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou nesta segunda-feira (6) a criação de uma Comissão Temporária Externa de Trabalho para tratar as questões relativas às chuvas e à destruição do Estado.
No início da tarde, ele esteve reunido com os três senadores que compõem a bancada gaúcha e que serão membros desse grupo de trabalho — Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Irineu Orth (PP-RS) e Paulo Paim (PT-RS). Cinco parlamentares de outras bancadas também se unirão à Comissão Externa. “Faremos o acompanhamento junto ao Governo Federal e ao governo do Estado das medidas que estão sendo tomadas”, detalhou Pacheco.
Ele adiantou que ainda ouvirá o Palácio do Planalto e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), sobre a possível elaboração de um ‘orçamento de guerra’ para agilizar a liberação de recursos destinados ao socorro às vítimas e à reconstrução das cidades destruídas na tragédia.
O presidente também insistiu ser necessário centralizar as ações dos Três Poderes ao invés de conceber estratégias isoladas. “É muito importante uma centralização das medidas. É muito importante ouvir o Governo Federal e o governador Eduardo Leite para encaminhar as medidas todas. Se for preciso PEC, nós faremos, se for preciso lei complementar ou lei ordinária, nós faremos”, afirmou.
Nesta segunda-feira, Pacheco e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), se encontrarão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto. Na reunião, o petista deve apresentar um pacote de medidas de auxílio à população gaúcha. Mais cedo, Lula esteve reunido com os ministros da articulação política, Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), e da equipe econômica, Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Orçamento).
Sessão do Congresso. Rodrigo Pacheco indicou que não deve adiar a sessão conjunta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados marcada para quinta-feira (9). “A princípio, está mantida. [Adiar a sessão] é um sentimento que deve ser de todos os líderes, mas, pode ser que, neste momento, a sessão do Congresso seja, inclusive, útil para o Rio Grande do Sul, com a questão orçamentária”, ponderou.