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Tutor do cão Joca cobra novas regras para transporte de pets em voos: ‘Nenhuma vida pode ser perdida’

O tutor do animal, morto em 22 de abril, após uma falha logística da Gol, participou de forma remota de uma audiência pública promovida nesta quinta-feira (2) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)

Joca e o tutor João Fantazzini Júnior

O tutor do cão Joca, João Fantazzinni, participou da audiência de forma remota da audiência pública, realizada nesta quinta-feira (2) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ele cobrou a criação de regras mais humanas para o transporte de animais em voos nacionais.

Em um vídeo enviado ao órgão, João Fantazzinni destacou que a legislação deve garantir que os animais sejam transportados de forma segura. “Espero de coração que eu tenha sido o último, que hoje a legislação de transporte de animais seja criada e seguida, porque nenhuma vida pode ser perdida dessa forma”, afirmou.

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João Fantazzinni ressaltou que o cão Joca era como um filho para ele. “Eu procurei a companhia aérea e a única opção que me deram foi levá-lo como carga, e o trâmite foi feito. As documentações que me pediram foram entregues, eu acreditei nas promessas deles de que teria veterinário para receber o Joca no destino, mas isso não foi feito. Não tinha veterinário para receber ele quando chegou morto”, lamentou ele.

A Anac decidiu abrir a consulta pública após a repercussão da morte do cachorro Joca, que ocorreu em 22 de abril em um voo da Gol. Companhias aéreas e membros da sociedade civil poderão enviar sugestões até 14 de maio.


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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.