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Dengue: vacina do Butantan é esperança para ampliar número de imunizados em 2025, diz ministra

Por ora, governo federal incentiva utilização de injeções próximas à data de vencimento; há conversas por ampliação da produção

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou, nesta sexta-feira (26), que a aprovação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan trará um importante incremento ao número de doses do imunizante disponíveis em 2025. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, Nísia afirmou que, neste momento, o plano do governo federal é priorizar a utilização de injeções próximas da data de vencimento.

“Todo o nosso plano foi para começar essa vacinação e progressivamente ampliá-la. Estamos aguardando a aprovação da vacina do Butantan, que poderá se somar às 9 milhões de doses previstas para o próximo ano. Estamos trabalhando em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz para ampliar, em parceria com o laboratório Takeda (fabricante da Qdenga), a vacina existente hoje”, afirmou.

De dose única, a vacina do Butantan apresentou eficácia superior a 79%, conforme divulgou a direção do instituto em fevereiro. O desenvolvimento do imunizante tem apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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A reboque da ideia de dar prioridade ao uso de vacinas perto do vencimento, mais 625 municípios brasileiros receberão, nesta sexta-feira, unidades da Qdenga. A nova remessa fará com que o imunizante chegue a mais de 1,3 mil cidades, distribuídas por 25 estados.

“Neste momento, estamos priorizando as vacinas com vencimento. Tem sido um esforço muito grande do Ministério da Saúde para que não haja perdas dessas vacinas — e, também, dos estados e municípios, que têm intensificado a vacinação. Com relação ao recebimento de mais doses ou ampliação da faixa, neste momento, mantemos a programação inicial. O que estamos priorizando é que mais municípios tenham acesso a essas vacinas”, apontou.

Incentivo à prevenção

Ainda durante a entrevista à Itatiaia, Nísia pediu atenção às medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti.

“As medidas de prevenção à dengue, com 75% dos focos em casa (devem continuar). Aqueles 10 minutos para fazermos o controle dos focos dos mosquitos e a atenção aos sinais de alerta - dengue é uma doença que sabemos tratar. O Ministério da Saúde tem apoiado estados e municípios para que tenham melhor qualidade nesse atendimento”, pregou.


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Eustáquio Ramos é repórter e apresentador da Itatiaia
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
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