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Laudo aponta falhas e recomenda obra estrutural em elevadores em funcionamento na Cidade Administrativa

Desde de novembro do ano passado, elevadores do Prédio Minas foram interditados devido a falhas estruturais; empresa recomenda obras de reforço nos equipamentos do Prédio Gerais, ainda em funcionamento

Elevadores que atendem a parte dos servidores estaduais que trabalham no Prédio Gerais, na Cidade Administrativa de Minas Gerais (CAMG), sede do Governo de Minas, devem passar por obra de reforço estrutural. A recomendação é de uma empresa de engenharia que vistoriou todos os 30 elevadores do edifício e 24 dos 30 elevadores do outro prédio, o Minas - parte deles, interditados há seis meses.

“Apesar de não ter ocorrido ainda o colapso estrutural, é fundamental a execução do reforço estrutural apontado no Laudo de Engenharia afim de se evitar a ruptura dos pilares dos contrapesos dos elevadores do Prédio Gerais, pois o método construtivo foi idêntico ao executado no Prédio Minas”, diz trecho do laudo técnico, ao qual a Itatiaia teve acesso e que tem 934 páginas.

“Durante as vistorias realizadas em todos os elevadores do prédio Gerais, constatamos várias inconformidades na fixação dos pilares metálicos dos contrapesos com as vigas da edificação, as quais destacamos: ausência de apoio na base, provocando o aumento da sobrecarga dos parafusos de fixação nas vigas; indícios de fragilidades em elementos estruturais, manchas, alteração de cor, desplacamentos, sinais de corrosão, desgastes, falta de uniformidade e espaço vazio entre a viga de concreto da estrutura do prédio e os pilares metálicos dos contrapesos”, diz outro trecho do documento.

Desde novembro do ano passado, 22 elevadores estão interditados no Prédio Minas, o que provocou uma mudança no funcionamento da sede do governo estadual. Secretarias foram realocadas e milhares de servidores, autorizados a trabalhar remotamente.

Em 27 de novembro do ano passado, um servidor de 66 anos, que trabalhava na Secretaria de Estado de Saúde, que fica localizado no Prédio Minas, morreu enquanto subia as escadas, no 13º andar do edifício. À época, o Governo de Minas disse que ele teve um mal súbito e foi atendido por médicos que atuam na própria pasta, incluindo o secretário, Fábio Bacheretti, mas que não resistiu.

Na ocasião, parte dos elevadores do edifício estavam desligados depois que foram detectadas falhas no funcionamento de laguns equipamentos.

A reportagem acionou o Governo de Minas e aguarda posicionamento sobre o assunto.

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O que diz o laudo

O documento, assinado por três engenheiros da empresa Vistoriar Engenharia, disse que foram constatadas diversas falhas na estrutura dos elevadores, como trincas próximas a um pilar metálico do contrapeso do elevador, corrosão na base de um dos pilares, entre outras avarias.

Uma das imagens anexadas ao laudo mostram a existência de um “espaço vazio”, entre a chapa metálica de fixação dos pilares e a viga de concreto, o que não deveria existir, conforme o projeto. Com o erro na construção, os pinos que dão sustentação à estrutura ficam “entortados”.

O laudo técnico apresenta, ainda, 11 etapas necessárias para a execução do reforço dos pilares metálicos dos contrapesos dos elevadores, que incluem desde a limpeza de peças metálicas até a substituição de parafusos.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
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