Em cinco anos, será inaugurada a primeira de duas barragens previstas no Projeto Hidroagrícola de Jequitaí, no Norte de Minas, cujo leilão de concessão foi realizado na última semana, na sede da B3, em São Paulo. A previsão é do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), que representou o governo federal na cerimônia que bateu o martelo sobre o assunto. Um consórcio de empresas venceu o leilão com outorga de R$ 35 milhões.
Em entrevista à Itatiaia, o ministro afirmou que, ao serem concluídas, as obras representariam uma “virada de página” para moradores do Norte de Minas.
“Concluídas as obras, seria uma virada de página para o povo do Norte de Minas. O reservatório representa 46 Lagoas da Pampulha, ou seja, mudará definitivamente, a economia da região Norte, que sofre com a seca”, afirmou, citando que a construção das duas barragens sobre o rio Jequitaí, entre os municípios de Francisco Dumont, Claro dos Poções e Jequitaí, no Norte de Minas, gerará 84 mil empregos diretos.
O projeto é realizado em conjunto pelo Instituto de Desenvolvimento do Nordeste (Idene) e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba, (Codesvasf) para a construção de duas barragens de usos múltiplos no Rio Jequitaí, no Norte de Minas Gerais.
Uma das metas do projeto é armazenar um volume estimado em mais de 500 milhões de metros cúbicos de água. A outra, por sua vez, prevê a distribuição de água para canais de irrigação e a regularização da vazão do rio, o que permitirá o controle de cheias e a prevenção de inundações em áreas propícias para a agricultura.
Segundo a Codevasf, 147 mil pessoas serão beneficiadas nos municípios de Jequitaí, Francisco Dumont e Claro das Porções. Demanda histórica do Norte de Minas, o sistema de irrigação de áreas agrícolas e a regularização da vazão do Rio São Francisco é aguardada há quase 50 anos.
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