O projeto Hidroagrícola de Jequitaí (MG) foi arrematado na tarde desta sexta-feira (1º) na sede da B3, em São Paulo (SP). O consórcio Jequitaí foi o único a submeter proposta e venceu com o lance de R$ 35 milhões pela outorga. O valor era o mínimo para a participação no certame.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a região do Norte de Minas é historicamente conhecida como “celeiro de produção de energia limpa e renovável” e que a conclusão do leilão é uma “virada de página definitiva” para o semiárido de Minas Gerais.
“Esse projeto reúne importantes vocações naturais abundantes no Brasil: água, terra e sol, promovendo melhores condições de vida para a população que vive naquela região. É a realização de um sonho para o povo de Minas Gerais, uma terra que tem vocação para produzir alimento e energia”, disse.
Durante sua fala no evento, Silveira ainda agradeceu o empenho dos presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, da Codevasf, Marcelo Moreira e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Carlos Alexandre Gonçalves e ressaltou que o projeto vai contribuir com o desenvolvimento econômico e sustentável da região.
“As barragens vão permitir o desenvolvimento da agricultura irrigada em aproximadamente 35 mil hectares no Norte de Minas. O projeto também vai regularizar a vazão do Rio e as reservas de água dos municípios da região, além de serem capazes de produzir cerca de 20 megawatts de energia limpa e renovável, o suficiente para abastecer 200 mil pessoas”, afirmou Silveira.
Segundo a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba, (Codesvasf), 147 mil pessoas serão beneficiadas nos municípios de Jequitaí, Francisco Dumont e Claro das Porções. Demanda histórica do Norte de Minas, o sistema de irrigação de áreas agrícolas e a regularização da vazão do Rio São Francisco é aguardada há quase 50 anos.
“O Projeto Jequitaí promoverá segurança hídrica para até 19 municípios mineiros e impulsionará o desenvolvimento econômico do norte de Minas Gerais com investimentos e com a criação de 100 mil empregos diretos e indiretos”, explicou Marcelo Moreira, diretor-presidente da Codevasf.
O Consórcio Jequitaí terá que pagar uma outorga de R$ 35 milhões durante os 35 anos de contrato além do pagamento de R$ 1,96 milhão na assinatura do documento. A infraestrutura da primeira barragem deverá ser concluída em até 60 meses.
O projeto
O projeto é realizado em conjunto pelo Idene e pela Codevasf para a construção de duas barragens de usos múltiplos no Rio Jequitaí, no Norte de Minas Gerais.
Uma das metas do projeto é armazenar um volume estimado em mais de 500 milhões de metros cúbicos de água. A outra, por sua vez, prevê a distribuição de água para canais de irrigação e a regularização da vazão do rio, o que permitirá o controle de cheias e a prevenção de inundações em áreas propícias para a agricultura.
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