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Professores da rede estadual de Minas vão ficar sem rateio do Fundeb em 2023

De acordo com sindicato, R$ 2 bilhões do Fundo não foram utilizados neste ano e deveriam ser repartidos entre os trabalhadores da rede pública estadual

Terminou sem acordo uma reunião entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e representantes da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), nesta quinta-feira (28). Os trabalhadores defendem que o Governo de Minas pague aos profissionais da educação básica que atuam na rede estadual de ensino cerca de R$ 2 bilhões em recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Os recursos não foram utilizados neste ano e deveriam ser repartidos entre os trabalhadores.

De acordo com a coordenadora-geral do Sind-UTE, Denise Romano, a luta para divisão desses recursos vai ficar para o ano que vem.

“O governo Zema mais uma vez vai negar o rateio dos recursos remanescentes do Fundeb, mas nós conquistamos o reconhecimento da existência de um passivo. Estamos denunciando há muito tempo. O governo deve os recursos do Fundeb que não foram utilizados em sua totalidade nesse período e reconheceu a existência desse passivo. Vamos batalhar, em 2024, para regularização dessa situação. O Governo de Minas deve à educação”, afirmou à Itatiaia.

Pelas contas do Sind-UTE mais de R$ 2 bilhões estão no saldo do Fundeb, montante que poderia ser dividido entre os trabalhadores da educação.

A reportagem fez contato com o Governo de Minas Gerais, expondo os argumentos do Sindi-UTE, e aguarda resposta.

Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades. Comanda o PodTudo, programa de debate aos domingos à noite na Itatiaia.
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