O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (16) prorrogar por mais 60 dias o prazo para a conclusão das investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
A decisão atende a um pedido da própria PF, que solicitou mais tempo para finalizar as apurações. O inquérito tramita sob sigilo no Supremo.
Na decisão, Toffoli não detalhou os motivos que justificaram a ampliação do prazo. O ministro limitou-se a afirmar que considerou suficientes as razões apresentadas pela Polícia Federal.
“Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, escreveu Toffoli.
Com a decisão, a Polícia Federal terá mais dois meses para concluir o inquérito e apresentar suas conclusões ao Supremo Tribunal Federal.
Em uma outra decisão também tomada nesta sexta, Toffoli reduziu de seis para dois dias o prazo para que a PF pudesse realizar os depoimentos de investigados no caso do Banco Master.
As oitivas estavam previstas para ocorrer entre os dias 23 e 28 de janeiro. No entanto, o Toffoli ordenou que a PF apresente um novo cronograma com dois dias consecutivos de depoimentos.
A justificativa, de acordo com o ministro, é a limitação de pessoal e disponibilidade de salas de audiência no STF.
Alguns investigados já foram ouvidos pela Polícia Federal em 30 de dezembro. Na ocasião, prestaram depoimento o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.