ONU afirma que 2023 será o ano mais quente da história da humanidade

Na COP 28, em Dubai, será concluído balanço global do Acordo de Paris de 2015 que estabeleceu limitar o aumento da temperatura do planeta em no máximo 1,5° até o fim do século

No ano mais quente da história, COP28 começa com ‘apelo retumbante’ para acelerar ação climática coletiva

A COP 28, em Dubai, começa nesta quinta (30) com um apelo desesperado das autoridades para intensificação e aceleração das ações coletivas para conter as mudanças climáticas. Mais de 160 líderes mundiais participam do evento que termina no próximo dia 12. O ano mais quente da história da humanidade, segundo a Organização das Nações Unidas, é resultado de uma crise causada pelo comportamento humano e que provoca estragos sem precedentes.

Não está no bom caminho

O momento é considerado decisivo para prevenir impactos piores. Na edição deste ano, da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, será concluído o primeiro “balanço global” sobre a implementação do Acordo de Paris de 2015, que estabeleceu ações para limitar o aumento da temperatura do planeta em, no máximo, 1,5° até o final do século. As conclusões preliminares apontam que ‘o mundo não está no bom caminho’ para cumprir a meta, segundo material divulgado pela ONU.

Um relatório publicado recentemente pela Organização das Nações Unidas mostra que os planos nacionais de ação climática, conhecidos como Contribuições Determinadas a Nível Nacional (NDC), reduziriam coletivamente em 2% as emissões de gases com efeito de estufa entre 2019 e 2030, enquanto o ideal seria uma redução de 43%.

Miragem no deserto

A partir do balanço global, os países vão se preparar para apresentar os planos revistos até 2025. Para perseguir a meta, será necessário acelerar cortes nas emissões e viabilizar apoio e financiamento para essas ações. “A realidade é que, sem muito mais financiamento fluindo para os países em desenvolvimento, uma revolução nas energias renováveis continuará a ser uma miragem no deserto. A COP28 deve transformá-la em realidade”, afirma o Secretário Executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell.

O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, desembarca em Dubai nesta quinta, às 17h50, após a abertura do evento. Nos dois últimos dias, o brasileiro cumpriu agenda de investimentos na Arábia Saudita e no Catar.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

Ouvindo...