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Presidente da Fiemg se posiciona contra criação de Parque Nacional da Serra do Curral, sugerido por deputados mineiros

Segundo o presidente da Fiemg, a Serra do Curral já possui uma área significativa de proteção ambiental e um novo parque pode ser prejudicial à economia

O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, se posicionou contrário ao requerimento de um grupo de deputados federais que sugere ao Ministério do Meio Ambiente a criação do Parque Nacional da Serra do Curral em Belo Horizonte.

Segundo Roscoe, a Serra do Curral já possui uma área significativa de proteção ambiental e a criação de um novo parque poderia prejudicar o desenvolvimento da capital.

“A Serra do Curral já é preservada, já é toda tombada desde 1961. Então, se for criar um parque para impedir o desenvolvimento da nossa capital é um equívoco. Uma coisa é preservar a Serra do Curral: a própria Fiemg já tem uma proposta, juntamente com as empresas, de formação de um parque, isso já foi apresentado na Assembleia Legislativa, que preserva a Serra da Curral e ainda aumenta a área já existente. Você usar a discussão da serra para enganar a população e criar um parque muito maior e impedir que haja desenvolvimento no município de Nova Lima e impedir que haja desenvolvimento econômico, é um equívoco”, afirmou Roscoe.

Entenda polêmica da Serra do Curral

Recentemente, um grupo de deputados federais mineiros protocolou uma indicação ao Ministério do Meio Ambiente sugerindo a criação do Parque Nacional da Serra do Curral em Belo Horizonte. Eles pretendem discutir o assunto com o próprio presidente Lula.

O objetivo dos parlamentares é, através da delimitação da área de proteção ambiental, impedir a mineração no terreno. No documento os deputados afirmam que a Serra foi eleita como um símbolo dos mineiros, mas vem sendo ameaçada pela especulação imobiliária e por projetos de mineração sem licenciamento e cercados de irregularidades.

A peça é assinada pelos deputados federais mineiros Célia Xakriabá (PSOL), Duda Salabert (PDT), Ana Pimentel (PT), Patrus Ananias (PT) e Rogério Corrêa (PT). Os deputados argumentam que a criação o parque vai em encontro do desejo dos mineiros, e irá proteger a Mata Atlântico e o Cerrado, que se encontram no local, além dos animais da região e nascentes de rio, que podem ser ameaçadas por atividades econômicas.

“Com isso, ali não poderão ter atividades econômicas como especulação imobiliária ou mesmo mineração. Isso daria a nossa serra condições para ser um grande parque de turismo, que preservaria tanto a sua área ecológica, como também a questão animal. Porque o que vem sendo feito e os riscos que nós temos, vai ser julgado agora incluir um recurso para que a Tamisa volte a minerar, e nós não podemos permitir que isso aconteça”, argumenta o deputado federal Rogério Corrêa.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.
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