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Saber como desengasgar cachorro pode afastar risco de morte; saiba o que fazer

Agir rápido e procurar atendimento clínico urgente é a combinação mais segura para proteger o pet

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O cachorro foi visto pela última vez neste sábado (8)
O atendimento veterinário após o episódio é uma etapa obrigatória • Reprodução | Redes Sociais

O engasgo em cães pode acontecer de repente e evoluir, em pouquíssimo tempo, para falta de oxigenação e risco de morte. Para evitar que um acidente se torne mais grave, tutores devem saber reconhecer sinais de obstrução das vias aéreas, e agir com rapidez é considerado essencial na medicina veterinária. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) orienta que dificuldade intensa para respirar, salivação excessiva, mucosas arroxeadas e perda de consciência indicam situação de emergência que exige atendimento imediato.

Mas antes de qualquer tentativa de intervenção, é importante diferenciar o engasgo da tosse. De acordo com orientações de primeiros socorros divulgadas por conselhos regionais de medicina veterinária, cães que ainda conseguem tossir podem estar tentando expulsar o objeto naturalmente, e a manipulação inadequada da boca pode empurrar o corpo estranho ainda mais para dentro da garganta deles.

Quando há obstrução completa e o animal não consegue respirar de jeito nenhum, podem ser necessárias compressões abdominais parecidas com a conhecida manobra de Heimlich, mas adaptada para cães. Guias educativos de primeiros socorros publicados por entidades como o próprio CFMV, explicam que a pressão deve ser aplicada de maneira firme e controlada para evitar fraturas ou lesões internas.

Mesmo depois de retirado ou cuspido o objeto, a avaliação clínica continua sendo indispensável, pois podem ocorrer inflamações a partir de pequenas lesões no momento do desengasgo. Pode haver também aspiração de resíduos, que também causa lesões às vias respiratórias.

A Itatiaia preparou um checklist básico do que fazer ao suspeitar que o cachorro está engasgando:

  • Observar sinais respiratórios graves, como orienta o CFMV.
  • Verificar, pela boca do pet, se há um objeto visível, mas sem introduzir a mão profundamente na garganta dele.
  • Permitir que o cão tussa quando ainda consegue respirar.
  • Fazer compressões abdominais apenas em obstrução total.
  • Levar o cachorro imediatamente ao atendimento veterinário, mesmo após melhora.

Ter essas etapas em mente pode salvar a vida do seu pet em situações críticas, mas ainda assim, nenhuma dessas dicas substitui o atendimento profissional. Agir rápido e procurar atendimento clínico urgente é a combinação mais segura para proteger o animal.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.