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Remédio contra carrapatos exige avaliação do porte, rotina e histórico de saúde do cão

O veterinário pode indicar o produto mais adequado considerando idade, peso, rotina e histórico clínico do cão

Administrar uma dose inadequada pode causar intoxicação em cães pequenos ou falhas na proteção de cães grandes

Os carrapatos são parasitas que podem causar sérios prejuízos à saúde dos cães, transmitindo doenças como a erliquiose e a babesiose.

No mercado, existem diferentes tipos de medicamentos para o controle e a prevenção dessas infestações, mas a decisão sobre qual usar não deve ser feita apenas com base no preço ou na praticidade.

Especialistas alertam que fatores como o porte do animal, sua rotina de vida e o histórico clínico são determinantes para uma escolha mais segura.

O primeiro ponto de atenção é o porte do animal. De acordo com a Sociedade Brasileira de Parasitologia Veterinária (SBPV), medicamentos antiparasitários são formulados com doses específicas para diferentes faixas de peso.

Administrar uma dose inadequada pode causar intoxicação em cães pequenos ou falhas na proteção de cães grandes.

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Outro aspecto importante é a rotina. Cães que passam muito tempo ao ar livre, em áreas de grama ou contato com outros animais, têm risco maior de infestação e podem necessitar de produtos com ação contínua ou de aplicação mais frequente.

Já os cães que vivem predominantemente em ambientes internos, com baixa exposição, podem se beneficiar de alternativas menos agressivas ao organismo.

Além disso, o histórico de saúde deve sempre ser levado em consideração. Animais com doenças hepáticas ou renais, por exemplo, podem não tolerar determinados princípios ativos.

A Associação Mundial de Veterinária de Pequenos Animais (WSAVA) recomenda que o tutor consulte um veterinário antes de administrar qualquer produto, para avaliar possíveis contraindicações.

Formas de prevenção e cuidados complementares

O uso de medicamentos é essencial, mas especialistas reforçam que a prevenção de carrapatos deve ser integrada a cuidados ambientais.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a limpeza frequente de quintais e o controle de locais de reprodução, como frestas e gramados altos, reduzem significativamente o risco de infestação.

Entre as opções disponíveis, estão comprimidos de ação sistêmica, pipetas de aplicação tópica e coleiras impregnadas com substâncias repelentes.

Cada uma apresenta vantagens e limitações:

  • Comprimidos: práticos e eficazes, mas podem causar efeitos gastrointestinais em alguns cães;
  • Pipetas: oferecem proteção rápida, mas podem perder eficiência em animais que se molham com frequência;
  • Coleiras: garantem proteção prolongada, mas exigem monitoramento para evitar reações alérgicas na pele.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.